
Trouxeste a chave?...
Esta é a pergunta no poema de Carlos Drummond de Andrade. E pensando bem, precisamos de uma chave, uma senha, uma palavra mágica para abrir a porta. Ou começar um diálogo...
Gostei muito desta pergunta porque uma chave pode ser inúmeras coisas. Esta variedade me faz ficar pensando nelas. Por exemplo, um sorriso. Quer chave mais simpática e terna? Não temos como expressar isto numa escrita. Nem sorrisos e muito menos uma boa gargalhada para dividir o bom humor. Os ditos “miguxos” inventaram o kkkk! (gargalhadas) e o hehe! ( uma risadinha mais cínica). No MSN temos os recursos dos desenhos coloridos. E até descobrir que não é de bom tom colocar isto nos textos, usei e abusei deles. Fazer o que ? Já foi... Mas vamos entrar num acordo que escrever (risos) quando você quer dizer que achou graça, também é muito estranho. Pior ainda é escrever como se fosse numa história em quadrinhos. Mas deixa isto para lá. Gosto de chaves inusitadas para abrir uma porta, começar uma conversa. Qualquer uma delas pode chegar até o outro e isto é que é a grande mágica. Quer dizer, ver o outro pois existe uma queixa de que há um afastamento entre as pessoas. Pessoas com problemas de relacionamentos humanos sempre existiram e vai existir. Não precisa bode expiatório para isto, mania de procurar culpado. E não responsáveis o que seria uma forma mais equilibrada e adulta de lidar com as situações.
Não tenho sugestões, nem receitas caseiras capaz de resolver este assunto, mas garanto que rir de si mesmo é uma forma de se aproximar do outro e de si mesmo. Quem sabe isto seja uma chave? Se não for, pelo menos é motivo de começar uma conversa:”Sabe, estava ali, rindo de mim mesma, procurando a chave da porta dentro da geladeira...Pode?”...
E quando encontrei um blog com este nome, tive que achar uma chave. Tive sim. A dona? A Clarinha, que achou pessoas que trouxeram a chave e fez uma lista delas. Achei tão delicado e poético..