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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Escrever, contar uma história...




Todos os dias contamos uma história para nossos filhos, netos e para nós mesmos...
Faz parte da nossa realidade. Percebi isto hoje,  ao fazer o café da manhã.  E o eterno diálogo interno que mantemos dia após dia. Todos sabemos dele, mas não prestamos atenção nem nos damos conta se tem sentido ou se é sem pé nem cabeça. Escrever uma história é preciso pensar nela. Elaborar  princípio, meio e fim. E você pensa que fiz isto, antes de começar a digitar? Deveria ter feito. Não fiz. Agora estou aqui, olhando pela fresta da janela. Vendo o dia amanhecer. Revejo mentalmente,  histórias que já li, as que contei, e vou ler...
Uma para cada dia do ano. Ah, não sei se gostaria de ser escritora. Sentar e esperar que ela venha. Inteira ou aos pedaços.
Já li inúmeras entrevistas de escritores sobre suas inspirações. Não é fácil, como parece.
Mas não é o meu caso. Escrever aqui é só exercício irregular. Sem compromisso. Nem de leitor constante. Uma linha que conta uma história para ela mesmo. Só para lembrar que aqui pode começar um desenho. Ou não...

Bom fim de semana! :)
Anny(@Annyllinha)

sexta-feira, 20 de março de 2009

Pesadelos e devaneios...


- O amanhecer de hoje. Dia 20 de março de 2009 - 5:00horas da manhã. Primeiro dia do Outono.


Pesadelos e devaneios...

Este foi o título do desenho do Avatar – A lenda de Aang de hoje. E foi muito bom porque foi sobre um problema que sempre enfrentamos com nossos filhos. E geralmente não sabemos o que fazer. Gente, quem nunca acordou com o filho chorando de noite e dizendo que está com medo. E se recusa a dormir. Mas fiquei muito feliz ao verificar que uma técnica que inventei para eles se tranqüilizarem e voltarem a dormir funciona. E foi mostrada no desenho. Nossa ! Para quem não viu o desenho, trata-se do seguinte: o Avatar estava para ter uma luta, então ele treinou e treinou. Mas precisava dormir para descansar. Não conseguia. Tinha pesadelos e neles na hora de lutar estava sem calças. Assim achou que a forma de não ter mais pesadelos, era não dormir. Seus amigos ficaram muito preocupados. Ele não dormia e nem deixava os amigos dormirem. Até que ele descobriu que era só entrar no pesadelo e modificar o enredo. Poxa! Lembro do dia em que ensinei meu filho a fazer isto. A carinha de satisfação dele.
-“ Mãe, então posso entrar no meu sonho?” –“Claro, filho! O sonho ou melhor, o pesadelo não é seu?” – “Sinta o prazer de fazer a mudança que quiser.”
Ah, mas demorei um pouco até achar isto. Ficava com a maior pena. Ficava deitada na caminha dele. Mas, só deu certo mesmo quando o poder de modificar foi descoberto. Pequenas coisas que fazem uma grande diferença. Ainda mais quando você esta com muito sono e seu filho não consegue dormir. Claro que podemos também nos sentirmos culpadas. Sabe como é? Não saber o que fazer e chamar a velha companheira de estrada. Por que mãe sempre faz isto? Ah, talvez você não tenha feito isto. Mas fiz e muitas vezes. Claro que não adiantou. Esta é só uma confissão besta de mãe que quer sempre agir de forma acertada para educar os filhos...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Sobre crochê e filhos...



Sobre crochê...
Você sabe fazer? Não sei fazer muitos pontos. Mas consigo fazer um xale, uma bolsinha simples. Mas a Cristiane, gente! Sabe. O crochê é como um bom papo. Você acorrenta os assuntos, faz um ponto alto e mais um meio ponto. Isto tudo começando com as correntinhas. Isto não é incrível? Uma após outra e bolsa, xale, colcha, etc. Aparece como uma mágica feita todos os dias. Ponto após ponto. Um desenho que usa linhas de todos os tipos e cores. Não tem preconceito nem enfatiza diferenças. Fiquei outro dia vendo uma aula . A professora estava ensinando fazer flores e em seguida, não acreditei: borboletas. O nome do blog? Eu e as agulhas.com. Muito sugestivo. Fica aí o link para quem quiser conhecer.

Acabei de conversar com meu filho. Tão bom ouvir a voz dele. Ah, filhos são desenhos que inventamos de fazer. Escolhemos os pais, depois eles levam 09 meses morando em nossas barrigas e um belo dia nascem. Crescem, se tornam “filhos deles mesmos” e partem para a vida que escolheram viver. Fico emocionada, com água nos olhos. Ah, as mães! De qualquer nacionalidade ou cor. São sempre da mesma natureza que um amanhecer, uma música bonita. Um par de olhos úmidos torcendo por você. Mesmo que não tenha uma por perto ou teve que inventar uma. Todas de carne e osso. Nunca perfeitas, mas sempre abençoadas por quem teve a sorte de ter uma do tamanho de sua imaginação. Ou não.
Então acredito que aprendemos a ser mães, a amar porque aprender é descobrir e é isto que fazemos a vida inteira. Todos os dias. É isto que nos mantém acordadas para a vida. É isto que nos faz levantar cedo e encarar o dia. Enfrentar as dificuldades. Olhar bem de frente para o espelho e dizer: “Bom dia menina!” Sorrio ao escrever isto. É assim que falo de manhã para as amigas de caminhadas. No plural, é claro. Todas sorriem e se sentem assim. Um pouco crianças. E no meio das risadas e das brincadeiras vamos cumprindo um ritual. Que nos faz felizes e bem humoradas. Ingrediente secreto contra doenças e mal estar no mundo...