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quarta-feira, 18 de abril de 2012

E hoje libertei o livro: "Em outras palavras" - crônicas - Lya Luft.
Sempre que liberto um livro, penso que estou entre as linhas do livro libertado. Pelo menos nas entrelinhas, como quem não quer nada. Sabe? Só para observar quem está lendo. Sim, parece um egoismo da minha parte. E é mesmo. Quem não vai com o que doou?
Espero que a pessoa ao ler o livro, goste tanto quanto eu.

Obs:
Na minha página tem um Banner da Blogagem de hoje. Acessem. Vocês vao gostar de saber mais sobre o assunto.
Boa semana!
Anny(@Annyllinha)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

"A Poética do Espaço"...

As nuvens desenham no céu do amanhecer um dia...
Na contra capa do seu livro: "A  Poética do Espaço" Gaston Bachelard nos convida:  "Aqui o passado não conta; o longo trabalho de relacionar e  construir pensamentos, trabalho de semanas  e meses, é ineficaz. É necessário estar presente, presente  à imagem no minuto da imagem: se  há uma filosofia da poesia,  ela deve nascer  e renascer por ocasião de um verso dominante, na adesão total a uma imagem isolada, muito precisamente no próprio êxtase da novidade
da imagem."
Precisa uma recomendação melhor do que esta? Os escritores gostam de citá-lo em seus livros  porque  consegue resumir em o momento descrito: uma  foto com palavras...
Rubem Alves em "O Retorno e Terno", Stefanie Meyer  em "Sob o sol da Toscana". E ainda em outros que o fizeram e ainda não li mas que recomenda bem o livro.  "Umm!  apreciamos o mesmo escritor".

A compra um livro, sempre envolve uma exepctativa, um desejo ou um acaso feliz...Neste, o que chamou minha atenção? O título. Não é marvilhoso? Capas e nomes conseguem me seduzir. Se tiver uma pintura ou desenho com aquarela...Mas não foi este o caso. O livro era vermelho bem forte. Era,  porque agora  está rosa bem clarinho. O tempo  e a luminosidade fizeram seu trabalho.

Livros, quando o  assunto é este,  muitas histórias passam pela minha cabeça. Lembro de como aprendi a gostar de ler,  primeiro  livro  lido, primeira poesia decorada,  livros que fiquei com pena de terminar a leitura. Ah,  e tem  aqueles que não consegui ler. Mesmo que a indicação tenha sido  feita por uma pessoa muito querida. Acontece, né?
E  livros que  todo mundo adorou e não consegui passar da primeira página? Abafa o caso...hehe!
Não é difícil dar um livro de presente para quem ama livros, mas o cuidado em verificar autor preferido e se a pessoa está desejando o livro. Ah, mas é sempre um risco. Vai que seu autor ou autora preferida não foi muito feliz no último lançamento.  Não tem jeito  de  acertar tudo. Deixa a possibilidade de troca. Certo?
Lembrando aqui de títulos de livros,  alguns adorei  o titulo, não consegui ler   e outro com título de livro de auto ajuda e que estou achando uma maravilha...

E para terminar uma frase maravilhosa sobre livros.
"Ler é bom porque nos faz voltar pra gente mesmo indo mais longe sem sair do  lugar." (Marcia Tiburi)



Beijos * _ *
Anny(@Annyllinha)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Ah, os livros...

Esta foto é uma das mais lindas que já  tirei. Claro que foi por acaso. Num dia em que a chuva resolveu acontecer, assim  de repente...lá estava  ela, ao alcance de um clic!
E assim são os  livros. Acontecem na minha vida  e formam desenhos e linhas maravilhosas. Com eles  vou descobrindo  outras janelas, portas, porões, sótãos, jardins, casas...
Acabei de ler: "O velho que acordou menino" - Rubem Alves - Onde ele  visita  Minas  Gerais  em suas lembranças. Impressionante como elas se parecem com as minhas...e quando ele descreve  na pagina 260, "A cozinha."  Gente, é como descrever a cozinha da casa de minha avó. Claro que não tinha café com leite, pão e  manteiga. Mas  um delicioso mingau de  fubá  que o meu avô fazia. Ummm! Sinto o perfume e o  sabor até hoje. Podíamos acrescentar nele  o que nosso desejo  pedisse: pedaços de queijo, canela,  leite, açúcar ou canela...
Nas lembranças do autor, a cozinha era o  melhor  lugar da casa. Nas minhas  era um dos melhores lugares. E quando ele diz: "A prosa era  sempre sobre coisas de antigamente, que todos, já conheciam.  "Pai, conta daquela vez que,  pra visitar a mamãe, você atravessou a enchente do rio  num tacho  do engenho puchado por uma corda..." Embora o caso não seja o mesmo, despertam lembranças boas, como as idas para a casa de minha avó, que eram sempre no fim do ano e sempre cheias de novidades. Que depois eram contadas  recontadas  nas conversas antes de  dormir...

Um outro livro  de Rubem Alves, livro de crônicas "O Retorno  E  Terno" - Onde ele escreve  sobre Amor,  Sabedoria, Outono, Inveja e para finalizar passeia pela Alegria  e outros assuntos: "Escritores  e cozinheiros" pág 155  - "A relação entre cozinhar e escrever  tem sido frequentemente reconhecida  pelos escritores." Penso que é assim mesmo. Escrever  tem tudo a ver com  com sentir o perfume, o  sabor das palavras. Um ingrediente a mais ou de menos e a receita toda está perdida...

E então estamos no fim do ano, época  de dar e  receber presentes. Recomendo  os dois  livros.  Presente maravilhoso para quem gosta  de passear pelas palavras e encontrar: surpresas, becos sem saídas,  esquinas do  tempo,  um riacho esquecido,  ninho de  passarinho,  sombra na parede,  pipa que navega no azul  de um céu de verão...
Só os livros possuem esta magia.   O encanto de guardar as palavras onde é sempre possível voltar, quando bate a saudade...


Uma boa semana!
Beijos.
Anny(@Annyllinha)
 

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Para que serve um livro...


Crédito para a foto de Turi.

Arte Brasilis: TATIANA BELINKY, A MENINA-ESCRITORA DE 90 ANOS

Vi uma entrevista com Tatiana Belnky, no programa Ação de Sergio G. que não me saiu da cabeça até hoje. No dia, anotei algumas coisas mas não fui adiante. Quer dizer, só comentei com minha vizinha, que pela primeira vez, tinha encontrado uma pessoa que se parecia comigo. E fiquei tão feliz. Meu dia ficou iluminado...e está até hoje,
quando revi o vídeo.
Ainda não conheço os livro dela, mas se na entrevista ela é assim, imagina só nos livros...

Para mim, livros são como rios...onde podemos navegar em busca de conhecimentos para ser, aprender, transformar...
E foi neles que aprendi parte do que sei hoje e parte do que meus olhos ainda procuram compreender.
Tatiana Belinky é uma menina de 90 anos. Tudo que desejo ser quando crescer...
Não é minha intensão escrever muito. Isto aqui é apenas uma nota para lembrar que existem pessoas especiais. Muito especiais que amam livros e os deixam em todos os lugares possíveis e maginários de uma casa ou apartamento: em baixo da cama, do lado, na cama, no guarda-roupa, no armário, na sala...livros e mais livros. Um rio de livros...( sei que é uma ideia muito doida, mas serve para entender que nada é definitivo.) Há sempre uma nova versão...inclusive do saber.


Até mais!
Beijos.
Anny.(@Annyllinha)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O som das palavras...



E um por do sol em Paris...
Crédito para a foto de Aixa. Obrigada!

Então comecei a ler o livro: Os cadernos de Malte Lurids Brigge - Rainer Maria Rilke.
Na página 17 ele escreve:
"Hoje tivemos uma bela manhã outonal. Caminhei pelas Tulherias. Tudo que estava a leste, diante do sol, ofuscava. O que era tocado pela luz se achava coberto pela neblina como se fosse uma corina cinza-clara. Cinzentas contra o fundo cinza, as estátuas tomavam sol nos jardins ainda não desvelados. Flores isoladas nos longos canteiros se levantavam e diziam com uma voz assustada: vermelho. Então um homem muito alto e esbelto dobrou a esquina, vindo dos Champs-Elysées; tinha uma muleta, mas não a usava mais sob o braço - segurava-a diante de si, leve, e de vez em quando a batia no chão firme e sonoramente como um caduceu. Ele nãp pode conter um sorriso de alegria e sorriu para todos os que passavam, para o sol, para as árvores. Seu passo era timido como o de uma criança, mas singularmente leve, cheio de lembranças de caminhadas de outrora."

Com o som das palavras de Rilke, o texto só pode ser para o post anterior, mas ainda não tinha comprado o livro e nem lido o ensaio: "Em defesa do romance." Escrito por Mario Vargas Llhosa, na revista Piauí 37_ Outubro 09. Quer recomendação melhor?...

Beijos.
Anny(@Annyllinha)

terça-feira, 21 de abril de 2009

Onde está o seu olhar hoje?...


Onde está o seu olhar hoje?...
Hoje, seu olhar pode estar em Brasília, já que hoje faz 49 anos...

Geralmente, estamos com o olhar onde estão nossas preocupações, como imposto de renda, violência, internet na tomada ou nos 02 minutos de silêncio pelo Holocausto dos Judeus. Pode também estar na eleição da África do Sul.
Se você estiver em São Paulo, pode estar garoando e com muita raiva da Telefônica. A Molly, por exemplo, está indignada com o procedimento da mesma. E é para ficar mesmo. Desde o dia 17 sem Internet e sem telefone. Será que não tem lugar aí, “para ser feliz”? Há um ou dois dias me ligaram perguntando se queria este serviço. Juro que me lembrei de você Molly. E o pior é que se fosse uma cidade menor, mas não é. Como resolver este assunto? Não tenho dicas e nem solução, mas tenho uma reclamação a fazer: “Telefônica, toma vergonha na cara!!! Comece a ter um serviço que preste. Não é possível que as pessoas paguem para ter serviço nenhum.” Pronto falei.#

Estava vendo o jornal Hoje, da TV Globo e assunto foi sobre as echarpes, pachiminas e lenços. Fiquei muito interessada. Adoro este assunto e assim meus olhos procuram o que me interessa, na TV, nos blogs no Twitter, nos livros. E por falar em livros, você já leu um livro com dó? Com medo que ele acabe logo? Tinha tempos que isto não me acontecia. Pois estou assim. Em estado de suspense, lendo vagarosamente o livro: “O sapo que queria ser príncipe” – de Rubem Alves. Estou praticamente encantada com o seu jeito de escrever. Me pegou pela mão e está me contando sua história...
Sabe aquele sotaque de mineiro com jeito de nordestino de contar casos? Esta é a voz que ouço. Porque de tantos anos morando na Bahia, e escutando o baiano falar, a minhas vozes internas também ficaram assim. Fazer o que? Ficar feliz, não é mesmo? E estou uai!...

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Um pedacinho de céu azul...


Um pedacinho de céu azul...
Ah, mas pode ser até um fiapo de azul. Muda toda a paisagem. Mesmo que esta seja só uma esperança guardada para amanhã, ou para depois de amanhã. Fazer o que? Sou assim. Cheia de esperanças de que as coisas mudem. Que as situações se modifiquem. Mesmo vendo um mundo de sacolas plásticas que a minha vizinha pega no supermercado, ainda tenho esperanças que ela se modifique...
E foi pensando nisto que escrevi sobre sutileza. Você é sutil? Sabe passar uma mensagem de maneira sutil, delicada? Muitas vezes não sei. Mas não tenho que ser assim, tão direta. Posso demonstrar como fazer, agir, escrever sem agredir o outro. Sim, é mais difícil. Não posso negar. Claro que uma resposta rápida e incisiva é mais fácil. Mas é um meio mais fácil também de ganhar um inimigo. E não é isto que desejo na minha vida. Melhor aliados, não é mesmo?

Pois foi pensando em fazer um dia melhor que aceitei o convite de meu filho para ver “Monstros vs Alienígenas” em 3D. Gente, confesso que foi a minha primeira experiência neste assunto e adorei.
Já disse aqui que amo desenho animado. E este foi muito, muito bom. Recomendo. Mesmo que a sala esteja cheia de crianças e adultos sem noção. Pois, comer um pacote grande(o maior de todos) cheio de pipocas e depois ainda fazer um barulhão para amassar e jogar no chão o pacote vazio...
Mesmo assim vale a pena!!!
Sempre vale a pena ver uma coisa que nunca viu. Quer dizer, ser surpreendido sempre. E quer mais? Pois tem. O meu filho me deu de presente um livro do Rubem Alves: “O sapo que queria ser príncipe.” Sugestão da Beth/Lilás...

sábado, 4 de abril de 2009

Encontrar trilhas...



Encontrar as trilhas...

Todos os dias ao abrir os e-mails e ler os comentário deixados nos textos, fico surpresa com o que leio neles.Tem sempre alguém dizendo uma palavra carinhosa, ou escrevendo coisas inesperadas. Ah, uma delicia começar o dia assim. E hoje Aixa me supreendeu mesmo. Primeiro ela comentou vários textos e segundo, perceber que consigo passar uma mensagem. Palavras que fazem um desenho compreensível para a situação. E isto é, muito bom! Claro que ao reler o texto, percebo alguns erros. Melhor assim. Posso editá-lo. E finalmente descobrir o que significa isto. Não podemos editar a vida, mas podemos refazer os desenhos. Aqueles que ficaram sem acabamento. Sem o toque final de vai. Vai completar o pedaço que falta de um belo dia ou de um amor com poucas linhas para começar o texto que começa a oração ou a meditação.

E tem mais, publiquei uma receita de farinha de gergelim com linhaça, em Fibras na alimentação e a Geórgia me mandou uma foto, mostrando que fez e que achou deliciosa.
Bom, quem não acha bom um acontecimento deste? Pois é. Na minha opinião valorizar estes detalhes da vida é uma forma de contato humano. É ter carinho numa troca feita com o outro lado do mundo. Afinal de contas ela mora na Alemanha e eu em Salvador. E são estas possibilidades do mundo virtual e das pessoas que me encantam...

Ontem fui ao shopping e na livraria encontrei um colega de Nad: O Luciano Genonadio Como este mundo é pequeno...

E que tal receber um comentário assim? “A procura é como aquele caminho, só tem um fim quando você dá a volta.” Muito bom...
Sabe como é? Pegar pequenas trilhas para encontrar o bem estar necessário ao dia de cada um. Esta é a minha hoje.
“Procure identificar as suas fontes de prazer e cultive-as: relações de amizade, relacionamentos amorosos, trabalho, lazer e exercício físico e mental.”
Esta foi uma delas. Encontradas no livro “Fique de bem com seu cérebro” – Suzana Herculano – Houzel.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

"Contradições?"...



"...mas o que eles não sabem levar em conta é que o poeta é uma criatura essencialmente dramática, isto é, contraditória, isto é, verdadeira.
E por isso é que o bom de escrever teatro é que se pode dizer, com toda a sinceridade, as coisas mais opostas.
Sim, um autor que nunca se contradiz deve estar mentindo."

Mario Quintana - Caderno H - Pág 21

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

"Na Solidão Da Noite"...


"Os velhos espelhos adoram ficar no escuro das salas desertas. Porque todo o seu problema, que até parece humano, é apenas o seguinte: - reflexos? ou reflexões?"
Mário Quintana - Caderno H - pág 15- Editora Globo.

Nunca é demais navegar nas palavras de Mário Quintana. Seja prosa ou verso. Existe sempre um outro lado não vimos ainda...

domingo, 12 de outubro de 2008

Livros...


Uma das coisas que mais gosto de fazer é ler. Acho que comprei este livro, quando morei em Belo Horizonte. Trabalhei numa livraria(ah meu Deus!) e o salário era quase toalmente gasto em livros. Livros tão bons que uso até hoje e releio sempre que preciso. Outro lia li um texto de Lunna no Acqua e me lembrei dele: A Redescoberta do Potencial Humano de Jean Houston - Ed. Cultrix. Vocês conhecem? Não? Descubram exatamente o que título do livro está dizendo. Tem assuntos maravilhosos. Vale a pena ou o dinheiro. Rs! Então, continuando o assunto, na página 73 do livro, tem o Exercício número 4: O Prazer e, depois alguns... Tempo: 30 minutos.
"Um dia, a título de experiência, pedi, a um grupo de amigos que estavam presentes, que fizessem uma lista de suas experiências e associações mais agradáveis. Depois de algumas risadas e ceticismo iniciais, eles me apresentaram a lista seguinte, tendo o seu entusiasmo crescido notavelnente à proporção que levavam a cabo o projeto. A amostra que se segue é uma verdadeira Arca de Noé de prazeres, uma aventura em terras esquecidas mas agora redescobertas, um banquete para regalar o corpo e cativar a alma:
Ficar deitado na praia ouvindo o barulho das ondas, com os dedos dos pés mexendo
na areia quente.
Enfiar-me entre lençóis secados ao sol e que acabam de ser passados a ferro.
Dar de mamar a meu filho no meio da noite, enrodilhada numa poltrona.
Descer num skate, a uma velocidade vertiginosa, a vertente de uma ladeira abrupta
abrupta."
Estes são os 05 primeiros. Faça a sua lista e venha me convidar para ler o que descobriu ou lembrou destes prazeres que você, um dia experimentou e esqueceu. A minha lista foi enorme, quando li o livro a primeira vez. Agora, posso fazer outra lista. É sempre bom ter boas lembranças. Então tá:
-Sentir o cheiro de curry dentro da vasilha onde ele foi acondicionado.
-Abrir o meu Moleskine, passar a mão por suas folhas e sentir o seu cheiro agradável exalando de suas páginas. E...

-Abrir um recipiente onde está guardado o chá de alfazema.
-Passar a mão nos pelos de May ou sentir seus pelos nos meus pés enquanto estou
cozinhando.
-Ver o azul do mar daqui da minha janela.
-Borrifar a colônia Giovanna Baby no braço, soprar e depois sentir o perfume.
-Passar cola na mão, deixar secar e depois tirar cada pedacinho.
-Levantar pela manhã e sentir o cheiro bom da manga amadurecendo na fruteira.

Ah, minha lista é imensa. E cada dia que passa descubro novas e lembro das que ainda estão presentes porque foram experimentadas, saboreadas e guardadas...

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Livros...


Acabei de ler este livro que foi recomendado por Martha Medeiros em seu blog no jornal Zero Hora. Adorei. Comer rezar amar - A busca de uma mulher... Todas nos estamos em busca de alguma coisa na vida. A sua busca Elisabeth Gilbert conta em seu livro com muito humor e viagens pela Itália, Índia e Indonésia.
Crédito para a foto do livro.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Quando falar em público ...


Luciana do blog Dia de Folga fez um post contando como ganhou este livro e propôs para que cada um contasse sua história de quando foi falar em público pela primeira vez. A minha foi um tanto traumática, mas quando saí dela dei muita risada, que é minha maneira de olhar por outro ângulo e aprender com cada situação. Traumática ou não. Fui convidada para dar aula de Educação Artística para quatro turmas. Quando entrei na sala de aula e percebi um mundo de olhinhos curiosos de adolescentes olhando para mim, minhas pernas ficaram moles. Levei um choque porque naquele instante compreendi o que fui fazer ali. Foram bons tempos de experiências aprendizagem também. Se tivesse lido um livro como este, garanto que teria enfrentado melhor a situação. Agora, fazer que nem a Lúcia com o endereço de blog? Normal, fiz o mesmo dando o endereço do Blog Linha.Rsrsrs!

quinta-feira, 13 de março de 2008

Onde encontrar um sino...


Hanging Bells, upload feito originalmente por gujje_naveen.

Uma foto perfeita para:

"Dónde encontrar una campana
que suene adentro de tus sueños?" Pablo Neruda.
Livro das Perguntas

Aí esta um livro que sempre me fascinou. E hoje visitei um blog que me fazia perguntas. O blog desmemorium da Isabella. Sabe aqueles blogs que você quer voltar porque acha que não leu tudo ou não compreendeu o suficiente? Ela escreve também no Obvius. Maravilha. Um outro blog que foi uma grande descoberta foi o Camomilla da Eliane. No post de hoje ela discorre sobre o sono. E nos outros posts tem muito mais para descobrir. Sempre penso que o humor salva o ser humano e foi isto que adorei encontrar no blog Humorácido da Ethel Scliar. Só indo lá para descobrir você mesmo. Agora gostei de ver e ler um post do Diego no "Para ler sem olhar" onde mostra a foto de uma cerejeira e conta algumas curiosidades sobre elas. Ele escreve muito bem. Dá gosto passear por suas palavras. E para terminar minhas indicações por hoje, vocês vão adorar conhecer A Janela Laranja de Márcio. Fotos lindíssimas e dicas que ele dá de como fotografar o por do sol. O que está esperando? Siga o link de todas as dicas. Uma alegria para o final de semana. Espero que apreciem tanto quanto apreciei. Um bom final de semana a todos da blogosfera...

domingo, 9 de março de 2008

POESÍA OXIGENADA...


POESÍA OXIGENADA, upload feito originalmente por lemper.

Foto perfeita e créditos da foto a lemper. Impossível parar de olhar. Tudo que preciso neste instante. Uma poesia oxigenada...



Todos nós temos uma escala de valores que nos orienta. Uma escala interna que foi construída com o passar do tempo com a ajuda de nossos pais e de pessoas interessadas no nosso bem estar no mundo. Ou não. Então pode ser que nossa escala de valores esteja defasada. Como adulto podemos então alterá-la com a função de nos tornarmos seres humanos melhores. Nem sempre temos informações suficientes por exemplo para agir de forma adequada a determinados assuntos. A solução é reunir estas informações para que isto aconteça. Então ser humilde em admitir não saber e providenciar para que isto aconteça é uma atitude considerada inteligente. O começo de uma vida em paz consigo mesmo e com o outro. "O homem é uma parte da natureza, não algo que contraste com ela. Seus pensamentos e movimentos corporais seguem as mesmas leis que descrevem os deslocamentos de estrelas e átomos. O mundo físico é grande comparado ao homem - maior do que se pensava à época de Dante, mas não tão grande quanto parecia cem anos atrás. Em todos os sentidos, tanto no micro como no macrocosmo, a ciência parece estar atingindo limites. Acredita-se que o universo possua dimensão espacial finita e que a luz possa percorrê-lo em algumas centenas de milhões de anos." Trecho do capítulo I- A natureza e o homem - do livro "No que acredito" de Bertrand Russel. "Russel escreveu a melhor prosa em língua inglesa de qualquer filósofo do século XX." The Times

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Joaninha...


Joaninha, upload feito originalmente por ***Viviane***.

Minha cor de joaninha preferida...Adoro joaninhas e o meu encontro com elas foi na minha infância. Depois de ter feito um post a respeito delas heis que aparecem de novo ao procurar uma janela. Altamente sugestivo e intrigante. Já que meu assunto aqui hoje é sobre ser livre.

"Ser livre significa compreender, no sentido mais lúcido e amplo que a palavra pode ter. Significa um entendimento de si, uma aceitação em si da necessidade da existência em termos limitados. A vivência desse entendimento é a mais plena e a mais profunda interiorização a que um indivíduo possa chegar. Ser livre é ocupar o seu espaço de vida. Esse entendimento de si é um processo não um estado de ser. Contém como correlata a possibilidade de o indivivíduo constantemente diversificar-se e acrescentar a si próprio dentro de sua coerência. É um processo que cresce em duas direções simultâneas, como se fosse um leque a abrir e fechar-se num idêntico movimento, atingindo níveis integrativos sempre mais elevados. Crescendo tanto no sentido das delimitações como no de ampliações, a coerência se renova nas potencialidades criativas do indivíduo. A cada síntese, a cada novo nível de compreensão que é possível alcançar, corresponde a base para o aparecimento de novas possibilidades de ser e criar. A cada síntese se requalificam os limites que funcionam como referencial para o desenvolvimento subsequente. O próprio referencial é continuamente requalificado pelo mesmo processo que ele referencia e qualifica." (Cap. VII - Espontaneidade, Liberdade- pag. 165 do livro Criatividade e Processos de Criação - Fayga Ostrower.

Uma das boas coisas que ler e estudar Artes e tudo que se relaciona com ela me proporcionou uma compreensão melhor de minhas possibilidades de sempre poder construir, colorir, inerferir nos meus desenhos internos e externos. Tudo por um ponto de vista melhor. Um suporte adequado às minhas necessidades. Um equilíbrio interno para as construções diárias, que são sempre um acontecimento inesperado. Esperando em cada esquina dobrada ou rua atravessada e uma joaninha encontrada...



sábado, 10 de novembro de 2007

Blog Linha: A Linha

Blog Linha: A LinhaQuando vi o post no blog o Alessandro, levei um susto. Um susto bom, é claro. E penso que tudo que sei sobre linha, é só o inicio. O ponto inicial onde ela começa...
"No passeio da linha pelo papel, num determinado momento, a ponta do lápis sai do papel; a linha desaparece. Quando a ponta penetra novamente no papel, a linha surge densa, suave, carregada, solta, mais ou menos espessa. Ora a linha caminha na superfície do papel, ora mergulha para dentro dele, sugerindo uma espacialização." (E.D.p.144) E assim, tudo que se relaciona com linha, me encanta, faz sonhar. No papel a linha ilude, trapaceando espaços. E cada frase sobre a linha, me faz rever valores, ter outro ponto de vista, olhar por outro ângulo. Vou viajando nas palavras ditas e inventando outras maneiras de ver. Enrolo a linha no carretel, enfio a linha na agulha e vou costurando a vida de dentro pra fora e de fora para dentro. Porque tudo tem avesso e direito e meio.Tudo pode ser costurado e desmanchado. Fazer e refazer. E encontrar no meio disso tudo a linha do encontro com o prazer de estar sempre recomeçando um desenho, um post, um olhar...

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

O Ninho



E para saber de onde nogueira maravilhosa foi "importada":
http://blog.uncovering.org


Já escrevi aqui sobre a minha paixão pelas palavras. E ninho, tem seu lugar especial. Fica na pág.103, no Capítulo IV. Do meu livro preferido. De onde tiro as imagens para os meus devaneios.

Colhi um ninho no esqueleto da hera
Um ninho suave de musgo campestre de erva de sonho.
Yvan Groll."Tombeau du Père",
apud Poètes d'aujourd'hui,50,
ed. Segher,p.156
on
E hoje, li um post no Obvius onde Tajana descreve com palavras desenhadas com capricho as belas nogueiras. Maravilhosas. Onde uma delas
esconde um ninho. Ahá! E é isto.
"No mundo dos objetos inertes, o ninho recebe uma valorização extraordinária. Queremos que ele seja perfeito, que traga a marca de um instinto bastante seguro. Ficamos encantados com esse instinto e o ninho passa facilmente por uma maravilha da vida animal." G.B.(p.104)- A Poética do Espaço.
Então, o ninho acima descrito, fica numa hera, o de Tajana, numa nogueira oca, e o meu no jardim de Lêda. O lugar não importa. É a imagem do ninho, que é encantada. "A descoberta do ninho é sempre uma emoção nova".
Van Gogh pintou muitos ninhos eu escrevo sobre eles.
A palavra é mágica, porque envolve a função de habitar. Os inúmeros modos de devaneios, nos faz criar imagens nunca antes exploradas. Com a possibilidade de existência de uma bela nogueira, meu ninho foi parar em outro país...
Perguntei se podia copiar a árvore para colocar o ninho. Não ouve resposta. Então, aí o endereço fica Obvius - num olhar mais demorado.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

A Imensidão Íntima

É muito interessante observar, como as letras formam frases com poderes de encantar. De criar de vaneios, fazer sua mente viajar...Foi esta a magia encontrada em cada livro que tive o prazer de ler.
Isto só aconteceu, quando comecei a escolher. Nem sempre soube fazer isto. Aprendi coisas espatafúrdias(sic!), que ficaram internalizadas e deu um trabalhão para serem transformadas.
Bom, este é um dos títulos do meu livro preferido. Minha fonte de inspiração. Existo antes e pepois de ler A Poética do Espaço de Gaston Bachelard.(rs!)
Ah, já sei. Sou mesmo exagerada...Quando pensei em fazer um blog, foi este o nome cogitado. Um deles. Títulos, são ótimos para classificar, explicar e chegar a um lugar. Claro que a minha visão, desta imensidão é bem diferente. Mas a de Rilke, que está no início do capítulo, vale apena ser citado: "O mundo é grande,mas em nós ele é profundo como o mar." E a outra outra também. "O espaço me fez silencioso." (Jules Valles,L'enfant,p 238)
E aqui vai, "Poderíamos dizer que a imensidão é uma categoria filosófica do devaneio. Sem dúvida, o devaneio alimenta-se de espetáculos variados: mas por uma espécie de inclinação inerente, ele comtempla a grandeza. E a contemplação da grandeza determina uma atitude tão especial, um estado de alma tão particular que o devaneio coloca o sonhador fora do mundo próximo, diante de um mundo que traz o signo do infinito." que é a opinião do autor. Cuja riqueza de detalhes, consegue enriquecer a nossa percepção sobre o assunto.

Para mim, a imensidão íntima comporta tudo isto, mais minha visão particular.Todos os meus valores, perceepções internas e externas. E... mais 13 folhas pra você se deliciar com as palavras de Gaston Bachelard sobre o assunto.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Desenho

"O desenho possui uma natureza específica, particular em sua forma de comunicar uma idéia, uma imagem, um signo,através de determinados suportes:
papel,cartolina,lousa,muro,chão,areia, madeira,pano,utlizando determinados
instrumentos: lápis, cera, carvão, giz, pincel, pastel, caneta hidrográfica,
bico-de-pena, pontas de qualquer espécie"Edith Derdik(Formas de pensar o desenho)

Ensinar a desenhar.Um assunto complicado, porque a primeira afirmativa que você ouve do aluno é que não sabe desenhar.
Escrever é desenhar a letra. Se alguém tem uma letra ilegível é sempre possível,
melhorá-la. Assim é o desenho. Só se aprende, desenhando.
Como foi a nossa aprendizagem das primeiras letras? Foi difícil? Foi ruim?
Se foi, nunca vamos lembrar. Esquecemos(ainda bem) acontecimentos desagradáveis. Muitas vezes lembramos sim. Foram muitas cópias para melhorar a letra
Isto sem falar no caderno de caligrafia! Nem sei se existe mais...Ótimo até para aprender a escrever com a mão esquerda. Bom ter várias alternativas.Hehehe!
Pois esquecemos nossa dificuldade de escrever. Foi muito tempo treinando.Lembra?
Então, não vamos levar tanto tempo assim.Estamos mais treinados a fazer linhas.
Conclusão: se você quer aprender a desenhar, vai aprender.Nem que o mundo inteiro pendure no seu ombro dizendo :"Você não sabe desenhar" "O que é isto?"
Existe uma vontade interna que ignora os julgamentos externos. "Ah, isto não existe", você deve estar pensando.
Pense bem nas dificuldades encontradas, para aprender qualquer atividade diferente.Qualquer uma. A maioria das pessoas gostam de afirmar que é um dom aprender a desenhar. Prefiro afirmar que é uma ausência de interesse. Se tiver, pode ter certeza
que acontece. Mesmo com uma autosensura negra(rs!)