
Só uma palavra que falta para completar o texto. Aquele que não foi possível sonhar hoje. Está muito calor agora. Abro a janela e sopra uma brisa fresca. Mesmo com todo este sol que invade a minha janela, de frente para o mar. Tão bom. Tão aconchegante. Esqueço o mal estar de uma noite mal dormida. Espio May. Atrapalhei seu sono. Fecho mais a janela. Não adiantou. Com os olhos ainda dormindo, ela ainda olha para a fresta da janela. Escuta atentamente o barulho do vento. Não pode mais dormir. Procura outro canto. Outro lugar de poder. Olho embaixo da acama e lá está ela, continuando o seu sono interrompido. Todas as vezes que preciso de uma imagem boa para dormir, recorro às imagens que tenho dela. São infalíveis.
E o azul? Ficou em outro texto. Está no mar tão azul que chega a doer. E trás lembranças boas. Ele me acalma, desperta a minha vontade de sonhar, divagar. Então nada mais justo do que gostar de roupas azuis, céu azul, mar azul, desenho azul, cabelo azul, linha azul, tinta azul.
O azul na
cromoterapia, é a cor do chakra da garganta. O chakra da comunicação.
Um azul profundo, escuro é a tonalidade da minha preferência. É? Não mais. As pessoas mudam e mudei a minha cor. Nem tenho mais roupas azuis. Mas gosto de olhar para o mar e o céu. Azul de doer. Ainda me acalma e me faz sonhar.
Seres humanos são assim, mudam, mudam. E se transformam sempre num desenho melhor. Já que o croqui está pronto, é só variar as cores, experimentar outras possibilidades. Outros
sonhos para a linha.Agora, tudo negro por aqui. Mais fácil para variar o desenho. Procurar outra cor.
Não, esta não é a janela para o mar e tem um céu azul lindo de uma tarde, manhã de hoje, ontem...