quinta-feira, 25 de junho de 2009

Viagem imaginária...


Crédito para a foto de Aixa e Turi

Imaginação...

Usamos a imaginação para fazer um texto, compor uma música, fazer uma viagem imaginária...Quem nunca fez uma? A mais linda que experimentei foi a descrita por Violet Oaklander em seu livro: Descobrindo Crianças. No primeiro capitulo chamado Fantasia ela começa: “Daqui a pouco pedirei a todos vocês no grupo que fechem os olhos, vou levá-los para uma viagem imaginária de fantasia. Quando tivermos acabado vocês vão abrir os olhos e desenhar alguma coisa que esteja no fim da viagem. Agora, gostaria que vocês ficassem o mais confortável possível; fechem os olhos e entrem em seu espaço. Quando você fecha os olhos, existe um espaço onde você se encontra. É o que chamo de SEU espaço. Você ocupa esse espaço nesta sala, ou em qualquer lugar que esteja, mas geralmente não o nota. Com os olhos fechados, você consegue ter a sensação desse espaço – onde seu corpo está, e o ar que está em volta de você. É um lugar gostoso de estar, porque ele é o SEU lugar, o SEU espaço...” E ela prossegue dando as instruções, mandando prestar atenção na respiração. Pede para dar algumas respiradas bem profundas. Deixar o ar sair com um som: haaaaaaah. E conta uma pequena história. E foi a fantasia mais fantástica e mais linda que já experimentei...
Não me lembro porque comprei este livro. Por causa do título? Porque estava precisando encontrar com a minha nenininha interna? Porque precisava encontrar a minha parte que foi um dia abandonada? Pode ser tudo isto. Na época estava muito interessada na gestalt. Tinha lido o livro da Barry Stevens: “Não aprece o rio, ele corre sozinho” que prefaciou o livro(e só notei agora). E como diz a Luma “uma boa idéia leva a outra” e tenho que concordar com ela. Pura verdade.
E leia aqui o final do prefácio: “Este livro pode ser uma janela para a criança dentro de você, bem como para as crianças com quem você está.” Barry Stevens – Junho de 1978.
Ah, janelas? Adoro janelas para o mar, jardim, ruas e fiquei na maior pena do personagem quando li no livro de Mário Benedetti: A Trégua “O que eu não suportava mais era a parede em frente ao meu escritório, a horrenda parede...” Pude compreender a angústia do personagem. Que teve que sair para a rua e procurar o ar livre e o horizonte...

10 comentários:

  1. Sejam bem vindos!
    Vou adorar seu comentário.
    Obrigada!
    Anny.

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  2. Nós mergulhamos em corpo e alma, na cola do personagem.

    Bom fim de semana

    bjs

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  3. minhas viagens imaginárias ão intergaláticas. Gosto de estar na ponte de comando de uma espaçonave, ultrapassando a velocidade da luz,buscando lugares onde ninguém jamais esteve oa som de um bom e barulhento rock...eheheheh!(parece Star trek)
    Bjs!

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  4. Leslie:
    Adoro estas viagens imaginárias mas parece que o povo por aqui não curte muito isto por aqui.
    Beijos.
    Anny.

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  5. Deve ser realmente uma bela viagem. Deu vontade de ler o livro (mais um para a lista, socorro).

    Abraço,

    Pablo
    http://cadeorevisor.wordpress.com

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  6. Creio que sem fantasia, não se conseguiria viver. Muitas vezes estamos apegados ao números, fatos, causas e consequências. E, de repente, uma fantasia admirável torna tudo isso de ponta cabeça. Tudo que era válido, tornou-se inútil. Há pouco tempo atrás pensávamos que a terra era plana. Foi a fantasia de alguém, uma nova janela do pensamento, que pode ser depois experimentada e avaliada, agora tida como real. Até que...
    Beijos.

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  7. Estava visitando outras terras, e me deparei com o Antonio Cícero e sua poesia, dizendo algo que nos interessa de perto. Tomo a liberdade de publicá-la, acrescentando que a encontrei no "Caquis Caídos." da querida Adriana Lisboa.
    O PAÍS DAS MARAVILHAS

    Não se entra no país das maravilhas
    pois ele fica do lado de fora,
    não do lado de dentro. Se há saídas
    que dão nele, estão certamente à orla
    iridescente do meu pensamento,
    jamais no centro vago do meu eu.
    E se me entrego às imagens do espelho
    ou da água, tendo no fundo o céu,
    não pensem que me apaixonei por mim.
    Não: bom é ver-se no espaço diáfano
    do mundo, coisa entre coisas que há
    no lume do espelho, fora de si:
    peixe entre peixe, pássaro entre pássaros,
    um dia passo inteiro para lá.

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  8. Pablo:
    Pois não é que tem indicações que temos mesmo vontade de conhecer.
    Talvez seja aquela ponta que falta, sei lá...
    Obrigada pelo comentário.
    Beijos.
    Anny.

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  9. Djabal:
    A tantasia faz parte da vida. É o nosso lado invisível...
    Obrigada pelos comentários maravilhosos.
    Beijos.
    Anny.

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