
Crédito para a foto de Aixa e Turi
Imaginação...
Usamos a imaginação para fazer um texto, compor uma música, fazer uma viagem imaginária...Quem nunca fez uma? A mais linda que experimentei foi a descrita por Violet Oaklander em seu livro: Descobrindo Crianças. No primeiro capitulo chamado Fantasia ela começa: “Daqui a pouco pedirei a todos vocês no grupo que fechem os olhos, vou levá-los para uma viagem imaginária de fantasia. Quando tivermos acabado vocês vão abrir os olhos e desenhar alguma coisa que esteja no fim da viagem. Agora, gostaria que vocês ficassem o mais confortável possível; fechem os olhos e entrem em seu espaço. Quando você fecha os olhos, existe um espaço onde você se encontra. É o que chamo de SEU espaço. Você ocupa esse espaço nesta sala, ou em qualquer lugar que esteja, mas geralmente não o nota. Com os olhos fechados, você consegue ter a sensação desse espaço – onde seu corpo está, e o ar que está em volta de você. É um lugar gostoso de estar, porque ele é o SEU lugar, o SEU espaço...” E ela prossegue dando as instruções, mandando prestar atenção na respiração. Pede para dar algumas respiradas bem profundas. Deixar o ar sair com um som: haaaaaaah. E conta uma pequena história. E foi a fantasia mais fantástica e mais linda que já experimentei...
Não me lembro porque comprei este livro. Por causa do título? Porque estava precisando encontrar com a minha nenininha interna? Porque precisava encontrar a minha parte que foi um dia abandonada? Pode ser tudo isto. Na época estava muito interessada na gestalt. Tinha lido o livro da Barry Stevens: “Não aprece o rio, ele corre sozinho” que prefaciou o livro(e só notei agora). E como diz a Luma “uma boa idéia leva a outra” e tenho que concordar com ela. Pura verdade.
E leia aqui o final do prefácio: “Este livro pode ser uma janela para a criança dentro de você, bem como para as crianças com quem você está.” Barry Stevens – Junho de 1978.
Ah, janelas? Adoro janelas para o mar, jardim, ruas e fiquei na maior pena do personagem quando li no livro de Mário Benedetti: A Trégua “O que eu não suportava mais era a parede em frente ao meu escritório, a horrenda parede...” Pude compreender a angústia do personagem. Que teve que sair para a rua e procurar o ar livre e o horizonte...
Sejam bem vindos!
ResponderExcluirVou adorar seu comentário.
Obrigada!
Anny.
Nós mergulhamos em corpo e alma, na cola do personagem.
ResponderExcluirBom fim de semana
bjs
minhas viagens imaginárias ão intergaláticas. Gosto de estar na ponte de comando de uma espaçonave, ultrapassando a velocidade da luz,buscando lugares onde ninguém jamais esteve oa som de um bom e barulhento rock...eheheheh!(parece Star trek)
ResponderExcluirBjs!
Leslie:
ResponderExcluirAdoro estas viagens imaginárias mas parece que o povo por aqui não curte muito isto por aqui.
Beijos.
Anny.
Deve ser realmente uma bela viagem. Deu vontade de ler o livro (mais um para a lista, socorro).
ResponderExcluirAbraço,
Pablo
http://cadeorevisor.wordpress.com
Creio que sem fantasia, não se conseguiria viver. Muitas vezes estamos apegados ao números, fatos, causas e consequências. E, de repente, uma fantasia admirável torna tudo isso de ponta cabeça. Tudo que era válido, tornou-se inútil. Há pouco tempo atrás pensávamos que a terra era plana. Foi a fantasia de alguém, uma nova janela do pensamento, que pode ser depois experimentada e avaliada, agora tida como real. Até que...
ResponderExcluirBeijos.
Estava visitando outras terras, e me deparei com o Antonio Cícero e sua poesia, dizendo algo que nos interessa de perto. Tomo a liberdade de publicá-la, acrescentando que a encontrei no "Caquis Caídos." da querida Adriana Lisboa.
ResponderExcluirO PAÍS DAS MARAVILHAS
Não se entra no país das maravilhas
pois ele fica do lado de fora,
não do lado de dentro. Se há saídas
que dão nele, estão certamente à orla
iridescente do meu pensamento,
jamais no centro vago do meu eu.
E se me entrego às imagens do espelho
ou da água, tendo no fundo o céu,
não pensem que me apaixonei por mim.
Não: bom é ver-se no espaço diáfano
do mundo, coisa entre coisas que há
no lume do espelho, fora de si:
peixe entre peixe, pássaro entre pássaros,
um dia passo inteiro para lá.
Pablo:
ResponderExcluirPois não é que tem indicações que temos mesmo vontade de conhecer.
Talvez seja aquela ponta que falta, sei lá...
Obrigada pelo comentário.
Beijos.
Anny.
Djabal:
ResponderExcluirA tantasia faz parte da vida. É o nosso lado invisível...
Obrigada pelos comentários maravilhosos.
Beijos.
Anny.