segunda-feira, 29 de junho de 2009

Em que você acredita?


Lekeitio - Credito para a foto de Turi.

Em que você acredita?...

Temos algumas crenças que dirigem e ordenam nossas vidas, certo?
Crença em Deus, em posturas internas e externas, em modo de vida em valores, etc. Mas existem umas crenças que aparecem não se sabe de onde e todos acreditam piamente, sem uma crítica que seja e embarca nela. Pois não foi assim que segui como uma cega, ao “os postos se atraem”? Creio que isto vale para compostos químicos, para pessoas não é uma atitude muito inteligente. Tinha uma ligeira desconfiança e agora uma certeza, lendo “...a gente só gosta de quem se parece com a gente.” Dito por Mário Quintana, numa entrevista a Edla van Steen no volume 01 do Viver&Escrever. Assim, fico feliz em perceber que as minhas escolhas contam a minha história e as minhas crenças também. E se houver alguma coisa errada pode-se rever o script e consertar a história, antes que o lobo venha...
Cada um de nós tem um jeito de pensar. A lápis, a caneta, a bic, a teclado... E o que pensamos nos organiza por dentro e por fora. Vamos experimentando nossas crenças. Umas dão certo, outras não... Somos orientados pelas nossas crenças, a princípio herdadas e depois por conta própria. Como “não podemos ensaiar a vida” vamos errando por aí. Bom não é, mas é confortável saber que não somos os únicos...
E depois com o tempo, vamos descobrindo que isto de ser perfeccionista é só mais uma forma de se autodenominar. Uma tortura a mais que inventamos, para depois abandonarmos. Coisa imprestável que não ajuda nosso estar por aqui...
Ah, isto é uma das boas coisas que nos acontecem. Inclusive a de não ser tão sério...
Vale brincadeiras, nem que sejam umas risadas na hora errada, um tombo imprevisto... Sabe como é? São possibilidades que a vida te oferece e se você tiver um pouco de leveza, vai deixar acontecer. E pensar no dia seguinte “Nossa como foi isto mesmo?” Já passou... e você pode sorrir sozinho pensando na situação... “Nem acredito...”

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Viagem imaginária...


Crédito para a foto de Aixa e Turi

Imaginação...

Usamos a imaginação para fazer um texto, compor uma música, fazer uma viagem imaginária...Quem nunca fez uma? A mais linda que experimentei foi a descrita por Violet Oaklander em seu livro: Descobrindo Crianças. No primeiro capitulo chamado Fantasia ela começa: “Daqui a pouco pedirei a todos vocês no grupo que fechem os olhos, vou levá-los para uma viagem imaginária de fantasia. Quando tivermos acabado vocês vão abrir os olhos e desenhar alguma coisa que esteja no fim da viagem. Agora, gostaria que vocês ficassem o mais confortável possível; fechem os olhos e entrem em seu espaço. Quando você fecha os olhos, existe um espaço onde você se encontra. É o que chamo de SEU espaço. Você ocupa esse espaço nesta sala, ou em qualquer lugar que esteja, mas geralmente não o nota. Com os olhos fechados, você consegue ter a sensação desse espaço – onde seu corpo está, e o ar que está em volta de você. É um lugar gostoso de estar, porque ele é o SEU lugar, o SEU espaço...” E ela prossegue dando as instruções, mandando prestar atenção na respiração. Pede para dar algumas respiradas bem profundas. Deixar o ar sair com um som: haaaaaaah. E conta uma pequena história. E foi a fantasia mais fantástica e mais linda que já experimentei...
Não me lembro porque comprei este livro. Por causa do título? Porque estava precisando encontrar com a minha nenininha interna? Porque precisava encontrar a minha parte que foi um dia abandonada? Pode ser tudo isto. Na época estava muito interessada na gestalt. Tinha lido o livro da Barry Stevens: “Não aprece o rio, ele corre sozinho” que prefaciou o livro(e só notei agora). E como diz a Luma “uma boa idéia leva a outra” e tenho que concordar com ela. Pura verdade.
E leia aqui o final do prefácio: “Este livro pode ser uma janela para a criança dentro de você, bem como para as crianças com quem você está.” Barry Stevens – Junho de 1978.
Ah, janelas? Adoro janelas para o mar, jardim, ruas e fiquei na maior pena do personagem quando li no livro de Mário Benedetti: A Trégua “O que eu não suportava mais era a parede em frente ao meu escritório, a horrenda parede...” Pude compreender a angústia do personagem. Que teve que sair para a rua e procurar o ar livre e o horizonte...

domingo, 21 de junho de 2009

E por falar em Inverno...


Pensar no iverno, está implícito em mudança de temperatura que para alguns tornas-se um desconforto e para outros um bem estar. Vamos observando também a mudanças das cores no céu das roupas usadas que podem seguir as tendências da moda ou o gosto pessoal.
Dependendo do lugar onde moramos o frio pode lembrar, cobertor, lareiras, janelas embaçadas onde se pode até escrever mensagens...Ah, e o calor de uma lareira pode ser além de aconchegante, romântico, amigável...
Comecei o dia lendo o texto da Sam. O assunto? Livros. Quer companhia melhor para o frio? Um amor, lógico! Junto com o livro, melhor ainda.
Mas, fazer um comentário tão grande e ainda por cima errar na hora de mandar, fiquei com pena. Assim, trancrevi aqui...

"Bom dia Sam!
Um belo comesço de inverno para você. Hoje vi no Globo Rural uma reportagem sobre queijos na Suiça gelada. Nosso inverno é mais, vamos dizer, mais calmo.(risos)

Mas começar a ler sobre indicação de livros logo de manhã, para mim é um presente. Já anotei o nome do livro e da autora. Não vou comentar sobre o assunto sobre o qual você disse estar curiosa. Vamos ver qual a sua avaliação do livro…
E por falar em livro, estou sempre lendo 02 ou 03 livros de uma só vez. E vamos a eles: A Nova Mulher-Marina Colasanti. Um livro escrito em 1980 mas que continua atual. O segundo é a Trégua-Mario Benedetti que estou no começo. Mas achei interessante uma frase escrita na última capa “Um grande amor pode ser uma trégua na vida”. Instigante, não?
O último, já comecei mas estou só no pricípio: Eduardo Galeano – O teatro do bem e do mal.
O que me chamou a atenção foi um comentário sobre o livro: “Como Heródoto, Galeano converte a história coletiva em oráculo.” (Gregori Rabassa, The Guardian)
Ah, os 02 últimos livros são da L&PM POCKET. Muito bom porque podemos levar para qualquer parte…
Sam, não posso escerver mais. Está se tornando um post. Mas faltou comentar sobre a primeira indicação. Vou continuar o assunto no Blog Linha…
Beijos.
Anny."

sábado, 20 de junho de 2009

No último dia do Outono...



No último dia de outono...

Comecei a pensar que esta é uma boa época para limpar meus armários e descartar muitas coisas inúteis que deixei espalhadas pela casa, pela vida...
Já que o tempo vai mudar, aproveitei a ocasião. Logo cedo, fui fazendo o trabalho. Fiquei animada. Deixei o guarda-roupa cheiroso. Pronto para ser habitado pelas roupas limpas e cheirosas que lavei hoje.
Enquanto isto pensava e pensava. Sabe que esta é a melhor hora para organizar pensamentos e fazer textos mentais. É verdade que a maioria desaparece no meio do caminho, mas boa parte deles chega ao destino: escrita. E isto com muitos cortes e ajustes. Tal qual uma roupa a ser feita. Faz o molde e vai seguindo os passos. Corta, costura, prova. Se não está bom, desmancha e faz de novo e de novo. Até que pode acertar sem prova. Não é sempre e nem regra.
Até que gosto das cores do outono, mas o amanhecer e o anoitecer já não está tão bonito. Sabe, aquele nevoeiro? Fica lá onde o sol nasce. Para que as fotos fiquem bonitas, precisam ser feitas antes do sol nascer. Uma reportagem afirmou que é produto da poluição. Vamos ver se haverá mudanças com a mudança de estação...
O que é possível agora, são fotos do por sol. Cada vez mais coloridas e bonitas. Uma festa para os olhos...
E amanhã começa o inverno. Bem que gosto dele por aqui. Dias menos quentes e roupas mais bonitas...
Acabei de tomar banho, mas hoje ainda está quente. Por favor, um ventilador!!! Para não derreter minha paciência e meu bom humor.
Devidamente ventilada continuo a prosa. Que há de novo por aí? Não pude ter acesso à internet, com a famosa frase: “Página não encontrada.” Assim, continuei escrevendo. Até que cheguei aqui e resolvi descobrir o que estava acontecendo. Liguei até para o provedor e nada. Até que me lembrei que tinha desligado...
Ah, acontece, né?
Então até mais até “Quando o inverno chegar...”
Uma foto do amanhecer e de um por do sol do outono...
Beijos.
Anny(@Annyllinha)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

E a conversa continua...



Pronto, a conversadeira aqui ficou sem assunto. Sem assunto? Penso que não foi bem o que aconteceu. Foi um muito assunto de uma vez só. Fiquei sem saber sobre o que e qual deles escrever. Imagine você que ao ver o jornal da manhã lá estavam as manchetes, as fotos sobre agressividade. Por incrível que pareça tinha lido um capítulo inteiro sobre tudo aquilo que foi mostrado...Pensei logo, posso fazer uma citação, dar minha opinião. Mas o tempo foi passando e nada de texto. Os comentários foram chegando e cada um deles com um recado e uma sugestão. Fiquei muito feliz. E agora de tarde, li o comentário da Luma e o texto do blog dela...
Bem assim, ler demais acontece o que aconteceu com ela e o que aconteceu comigo...

Comecei a passear para ver o que havia de bom para me inspirar. Encontrei um blog chamado Escrita torta em Linha reta. E num texto chamado: “Para os dias de bloqueio de idéias”... Adorei. Até que tentei fazer um texto seguindo as instruções dele. Tenho certeza que não tem nada a ver com o que ele ensinou. Saiu um texto do tipo Sem sentido. Não me censurei. Escrevi. Adorei o exercício. Vou lá ler de novo...
E a doideira ficou assim:
Ultrapassei a linha do desenho feito no caderno. Usei um barbante e fiz uma bolsa de crochê bem colorida. Pensei ter quebrado a linha e cheguei bem em frente à janela. Olhei o horizonte molhado do mar. Mudei de janela e por trás dos morros imagino o trem do ocaso colorido pelas luzes do outono. Por dentro e por fora um banco quebrado de um jardim circular. Olhei para trás. Não é um trem nem de fora nem de dentro...É uma estação...

Adorei escrever isto. Funcionou como uma brincadeira com as palavras. O exercício não é para ser feito assim. Mas fazer um texto abstrato. Tal qual fazer um desenho? Não resisti...

Agradeço a todos os comentaristas que carinhosamente me deixaram sugestões. Adorei. Agradeço a todos com um link..
Djabal
BarbieGirl
Luma
Geórgia
Sílvia Obrigada pelo selinho acima...
Daiazinha Obrigada pela indicação...

Norberto Kawakami é o editor do blog. Fica aqui o convite para visitarem...

Beijos.

Anny(@Annyllinha)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Sem assunto...


Catedral de Burgos. Crédito para a foto de Aixa.


Sem assunto...
Podem sugerir... Os meus já estão lavadas, surrados, desbotados e colocados no varal...
Estão secando.
Até amanhã...
Beijos.
Anny.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Amar não é fácil...


Crédto para a foto de Turí.

Amar não é fácil. Não é só decidir amar e pronto...

Para amar você precisa de entrar para uma academia e escolher que tipo de exercício deseja fazer. Se musculação, aeróbica, Pilates, Yoga etc...
Nunca pensou nisto? Pois acompanhe comigo. No amor você precisa de alongamento em primeiro lugar. Depois os exercícios específicos que cada um deles precisa...
Isto sem esquecer da grande capacidade de perdoar, no diálogo, atenção, respeito e acima de tudo isto, um amor e um respeito imenso por você mesmo. É... começa por você...Não tinha pensado nisto? Pois pode pensar. Se não sabe se amar e respeitar, como é que vai amar e respeitar o outro?
E isto vale para amor de filho, namorada, namorado. E todo tipo de amor que você imaginar: de animal de estimação, amigos, parentes, vizinhos, pais...
Para amar você precisa se exercitar em todos os sentidos. Não pode ficar esperando que amar seu filho é só amar e ponto final. Não é. De repente ele te faz uma pergunta:
“- Mãe, você me ama? “
“- Por que?”
O que você vai responder?
Seja sincero...Você sabe responder na hora? Sem pensar nenhum pouquinho?
Passei mais de uma semana pensando no assunto. Confesso que fiquei com a maior culpa do mundo, por não ter respondido à altura. E agora aqui vai filho: amar é difícil porque estamos sempre jogando a culpa no outro, na situação. Amar é difícil sim. É porque o amor precisa ser aprendido todos os dias, em todas as situações. Mesmo quando você não sabe a resposta e precisa de um tempo para pensar...
Amo você porque escolhi que você devia nascer e me preparei para isto. Lendo livros e perguntando como fazer, em cada situação onde não havia instruções adequadas.
Então é isto. Amo você porque acredito que “amar é uma escolha” e escolhi amar você, meu filho, com tudo que isto implica...
Ah, se você não pode pagar uma academia, pode caminhar...É um exercício diário também. Ou vai esperar seu médico mandar?...

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Por entre as frestas...


Crédito para a foto de Turi.

Ontem fiquei olhando o céu pela fresta da janela. Estava na academia. Um céu tão azul! Amo céu azul, mar azul. E logo depois caiu uma chuvarada que ninguém entendeu. Logo depois passou. Ainda bem. Cheguei em casa com sol quente. Hoje choveu o dia todo. Espero que amanhã seja de sol...
E por escrever e ver pelas frestas, vi uma reportagem sobre Dra Nise da Silveira (1906-1999). Foi uma importante médica psiquiatra brasileira. Formada na UFBA, aluna de Carl Jung.
“Dedicou sua vida à psiquiatria e manifestou-se radicalmente contra às formas agressivas de tratamento de sua época, tais como o confinamento em hospitais psiquiátricos, eletrochoque, insulinoterapia e lobotomia.”

Ela conseguiu fazer com que houvesse um outro olhar, uma nova maneira de ver os seus pacientes. Dizia que se há vários meios de comunicação: o gesto, o olhar a palavra eles poderiam fazer isto. Fundou o Museu do Inconsciente.
Ainda não foi possível ler um livro dela, (não achei nas livrarias daqui) mas o pouco que encontrei me encantou. No site SOS Gatinhos, um jornalista conta como conseguiu uma entrevista com ela. O nome que ela deu ao seu gatinho “Carlinhos” em homenagem a Carl Jung...

Penso que a vida é assim mesmo. Se você aprende a olhar por onde há frestas, pode encontrar o que vale a pena ser visto, apreciado. A arte nos ajuda a lidar com a parte mais difícil da gente. Daquela que rejeitamos, esquecemos, escondemos, camuflamos e sabemos que está sempre presente por entre as frestas...

domingo, 7 de junho de 2009

Você já perdeu alguma chave?...


Você já perdeu alguma chave?
Pode ser qualquer uma. Chave do juízo, da gaveta, do carro, da casa, do apartamento...
Penso que esta é uma situação normal. Pode acontecer com qualquer um. Mas, não sei porque a gente acredita que com a gente não...
Vi uma cena desta ao vivo e a cores, ontem e na semana passada.
Sempre acontecia comigo. Procurei me proteger desta urucubaca, adotando estratégias. Parecidas com as que inventamos para não esquecer nomes: associação ou então rituais. Por exemplo, todas as vezes que vou sair fico parada na frente da porta aberta e refaço mentalmente, tudo que vou fazer.
Coisa mais chata é perder chave. De carro então, e a moça tinha perdido a chave no Petshop. Um lugar bem pequeno. Fiquei penalizada e ajudei a procurar. Não adiantou mas fui solidária. As pessoas só olhavam. Ai, ai! Será que alguém ali estava isento disto? Só pode, porque os olhares eram de condenação...
Mas também tem aquelas horas de distração. Você não esquece a chave é a porta que bate porque está ventando muito. Ou até nem está. Um ventinho de nada e lá se foi a sua segurança, estratégia, ritual. Tudo por água abaixo e uma porta miserável e bem fechada na sua frente. Existe maior desamparo do que este? Existe, mas este é um deles. Misturado com insegurança, medo...
Que acaba logo que o chaveiro é chamado. E até podemos brincar com a situação. Nós que somos “Humanos, demasiadamente humanos” e imperfeitos. E nos recusamos a aceitar isto...

sábado, 6 de junho de 2009

Você segue as instruções?...

/>
E hoje o dia teve este amanhecer...

/>
Aqui May com sua fita azul no pescoço. Sei que está escuro. Ela se recusou a me ouvir e não ficou na claridade. Sinto muito...

Você segue as instruções?...
Para aprender seguimos as instruções do livro, do professor. Depois da aprendizagem as instruções já estão internalizadas. Assim podemos modificar, colocar do nosso jeito. E isto vale para desenhar, pintar, costurar, cozinhar...
Partimos de algum ponto que não é o nosso e depois fazemos os remendos e as costuras necessárias para ficar com a nossa cara...

Hoje levei May para tomar um banho, cortar as unhas. Afinal, hoje é sábado. Dia de ficar mais bonita. Dar um retoque no visual. Logo que me entregaram a bonitinha, vi que estava com um laço azul no pescoço. Fiz de tudo para tirar uma boa foto. Mas, ela tem temperamento de gato. (Risos) Não ficaram tão boas para um ser humano...
Não quis dizer “giz”. Então foi...
Fiquei esperando um tempão e aproveitei para amarrar uma prosa com a Carmem e o esposo. Muito simpática ficou me contando que aprendeu depois de se aposentar, a fazer muitas coisas que antes não fazia. Por exemplo, bolos, pães de todos os tipos. Estava me contando que tinha feito as pazes com a cozinha. Não é interessante isto? Ela excluiu o “ir para a cozinha” de sua vida. E olha que nunca trabalhou fora de casa. Aprendeu com a mãe, que cozinhar era uma perda de tempo. Um trabalho sem futuro e outras cositas más...
Ah, meu Deus! Não sei o que vocês pensam disto, mas comigo não foi exatamente assim, mas esta crença é antiga e dizer que este é um trabalho para escravo era normal...
Assim, hoje penso que cozinhar me dá independência, uma boa saúde e me faz compreender o quanto sou responsável por mim mesma. Concordam ou ainda têm uma certa resistência?...

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Você sabe cozinhar?


Lekeitio: Crédito para a foto de Turi.

Você sabe cozinhar?
Há um tempo atrás me fiz esta pergunta. Fiquei seriamente preocupada porque a resposta foi não. Não? Como você não sabe cozinhar? Meu diálogo interno continuou com o seu massacre. Fazendo me sentir culpada e sem perdão. E nem adiantava jurar que iria aprender. Porque seria uma mentira deslavada. Detestava cozinha e nunca pensei em colocar meus pés em tal lugar. A minha mãe não gostava de cozinhar, não fazia questão de ensinar. Sabe como é? Sem chances de aprender e muito menos gostar. Mas, situações mudam, a gente muda e a história vira outra. Completamente diferente. Era uma vez uma pessoa que detestava cozinha...e que agora ama. Pode ser? Pode. Não é uma história complicada, pode até parecer com a sua. Quem sabe?
Pois é, comecei a contar aqui “Minhas aventuras na cozinha...” e considero mesmo uma aventura. Começar assim do nada, de uma hora para outra a cozinhar e achar que vai dar certo, é muita pretensão. E claro, deu errado. Ninguém gostava da minha comida. Nem eu. Meu envolvimento com a comida sempre tinha sido meio complicado. Vivia de regime. Regimes doidos que aprendia na TV e seguia à risca. Ficava enjoada de tanto tomar sopa...Pode imaginar uma coisa desta? Pois foi assim mesmo. Até que tive de ir para a cozinha. Encarar que ou aprendia ou iria envenenar meus filhos. Porque uma comida mal feita, ruim, com mau humor e #*+%*+ todos os sinais de má vontade e zangada só poderia ser igual a um veneno. E tinha mais um agravante, comecei a ter alergia nas mãos. Nunca tinha ido para a cozinha e agora estava mudando de “mala e cuia” para ela? Pois é, os lava louças me atacaram com tudo. E até que resolvesse o problema, tive que aprender a cozinhar. Comecei a testar tudo quanto era forma de cozinhar. Jeito de misturar as comidas, o que comer e o que não. Assim, o tempo foi passando e eu aprendendo. Sei cozinhar? A gente nunca aprende tudo. Todos os dias há um pouquinho a ser acrescentado. Sei que meus filhos gostam da minha comida e namoradas também. E a última pessoa que elogiou minha comida foi a minha faxineira. Então...
*Sobre a alergia pesquisem num livro chamado “A Combinação dos Alimentos” – Dóris Grant e Jean Joice. Foi a minha salvação...

terça-feira, 2 de junho de 2009

Para comprender uma situação você...


Lekeitio, crédito para a foto de Turi.

Para compreender uma situação você...
• Cria hipóteses
• Pensa nas possibilidades
Isto quando age normalmente, mas quando há um quê de insanidade com certeza inventa uma história. Só para preencher o vazio que ficou...
Normal isto não é, mas pode ser uma ficção que pode gerar uma boa história. Uma história que você se conta ou conta para o outro...
Mas quer saber? Estamos sempre precisando de respostas. Sempre. Nossas respostas bem ou mal fazem com que caminhemos nos labirintos do nosso dia-a-dia. São respostas provisórias, achadas nas esquinas de nossas decisões. Vamos usando-as em cada situação encontrada. Ás vezes estão certas, às vezes não. Sei que “as certezas acalmam", mas aqui elas não existem. São probabilidades a serem exploradas. Só isto e o resto é blá, blá...
No fundo de tudo isto, nosso maior presente é poder experimentar o dia, a vida com seu sabor: doce, amargo, salgado, sem sabor, apimentado...
Fazemos um plano para seguir as pistas, as pegadas para chegar num lugar mais seguro...
Para começar tudo de novo, a cada amanhecer ou então para chegar a lugar nenhum, dentro ou fora da gente...
Foi assim que me senti ao ver o noticiário de hoje...

sábado, 30 de maio de 2009

Você sabe o que dizer e o que não...


Você sabe o que dizer e que não na hora de uma briga?
Confesso que não sei. Então vou ali ler algumas instruções. Quem sabe assim aprendo que uma boa briga através das palavras, limpa a minha alma. “Falar dói, porque dá medo, porque dá pena, porque é tão mais conveniente deixar correr e dar um jeito depois, sem derramamento de sangue aparente. Falar estremece tudo. Mas não falar é pior. Não falar dá ressentimento, que se infiltra no sangue, que suga a alegria, que estraga e apodrece qualquer relação. Não falar turva o olhar. Não falando somos cúmplices de todos os inimigos do outro.”
Pois é, falar e falar. “E sobretudo disposta a ouvir.”
Isto não é tudo de bom? Então quando vejo escrito: “Ler para aprender a ser”, só posso dizer Amém. Ler e refletir sobre o que leu, é saber e aprender a pensar. Então amo ler e recomendo. Ler nos faz seres humanos melhores...
Então leiam. Procurem saber o que ainda não sabem. Por exemplo, o que dizer e o que não, na hora de uma briga...
Citações do livro: A Nova Mulher – Marina Colasanti

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Um dia desenhado e colorido...


Blogs são conversações. Claro que existem blog que são diários. Estes não são lidos por todos. Se não deixariam de se chamar assim. O diário pode ser lido pelo autor. Ponto final...
Sugeri que ao trocar as letras pelos desenhos, uma forma de não precisar de trancar o seu diário. Seria um jeito de colorir o dia..
Experimentei colorir os desenhos feitos com caneta bic e agora é só nomear:”Um dia desenhado...”
Uma página colorida que envolveu o meu tempo, a escolha das cores e a organização interna para apresentar o trabalho final.
Não é um texto, é um dia meu contado através do desenho. Está tudo lá, em forma de símbolos. Entre as cores desenhadas, nos espaços em branco ou na ausência deles...

terça-feira, 26 de maio de 2009

Desenhando o seu dia...


Escrevi um texto perguntando “Para que serve o diário?” e recebi muitas respostas bacanas. Inclusive uma delas, achando que era maravilhosa a ideia de fazer um Diário desenhando seu dia. E por que não? Você faz num caderno desenho. Pode usar lápis de cor para colorir ou lápis aquarelável. Este desenho acima é um exemplo. Foi feito com caneta bic. Não colori, mas pode ser. Depois vou experimentar...
Muitas vezes não podemos escrever. Talvez até por não haver um lugar seguro para guardar o diário.
O desenho é uma expressão do que você sente. E de repente, pode até expressar melhor do que a escrita. Para facilitar, melhor usar desenhos abstratos. Facilita usar linhas, desenhos geométricos, curvas, esferas...
Quem sabe usar o paint também é uma boa saída. Mas o melhor mesmo é usar lápis ou caneta. Porque assim está usando sua criatividade e o seu corpo para expressar seus sentimentos através da escolha das cores, e das formas escolhidas...
Um trabalho entre você e sua mente. Que vai a aparecer sobre a forma de desenhos...
Você inteirinho lá. Ou parte de você, quando anda se escondendo pelas entrelinhas e disfarçado nas letras, nos pontos de exclamação ou de interrogação. Quem sabe assim pode se ver e se sentir mais inteiro? Pode também não ser nada disto. E sim uma grande brincadeira. Um jeito alegre de se ver de outra forma...

domingo, 24 de maio de 2009

Para que serve um diário?...


Você tem um diário?...
Ah, tá, um diário significa que vai usar papel e papel igual a árvores cortadas. Não necessariamente. Ele pode ser virtual... Ou então de papel reciclado. Pode escolher.
Penso que o diário é uma grande solução. Principalmente se você está longe de casa...
E Marina Colasanti em seu livro Uma Nova Mulher, escreve: Um amigo, meu diário
No 4° parágrafo ela pergunta:
“Um diário é um amigo? Uma companhia? Também. Mas é sobretudo uma duplicação da gente mesma, espelho que não se apaga quando o rosto se retrai ou muda, álbum de retratos que conserva muito mais que um belo sorriso e a paisagem de fundo.”
E ela prossegue descrevendo os benefícios do diário.
“A verdade é que um diário não pode ser lido por ninguém, a não ser pelo autor. E só será válido se escrito despreocupadamente, as coisas ditas às claras, sem metáforas ou jogos verbais criados para encobrir verdades a olhos curiosos.”

Sabe, concordo com o que disse a escritora. Escrever faz distanciar o acontecimento. Você precisa pensar para colocar nas palavras os seus sentimentos. Assim repensa, pode ver por vários ângulos um assunto ou um sentimento que está sem ser resolvido.
Ter um diário, não é uma coisa antiga e sem utilidade. Contar para você mesmo como foi o dia, como está se sentindo a respeito de determinado assunto, pode ser uma forma de conviver melhor com você mesmo. Inclusive de aceitar sua imperfeição. Saber conviver com o seu lado invisível...
E para finalizar o texto:
- Para que serve um diário?
-“O diário serve para preservar você.”
E se não pode escrever, tenha um caderno de desenho. Desenhe os seus dias. Assim pode escolher fazê-los coloridos ou conforme a cor dos seus sentimentos. Use desenhos abstratos, manchas de tinta, linhas, pontos. E dê nomes a eles ou não...

sábado, 23 de maio de 2009

Respostas...


Respostas...
Todos nós precisamos de respostas para as nossas dúvidas. É isto que fazemos a cada instante de nossas vidas.
Em cima da respostas obtidas, elaboramos nossas ações. E onde procuramos achar, descobrir este “pedaço” que falta no quebra-cabeça?
Cada um tem um jeito de fazer isto. Posso até fazer um texto para facilitar e ficar mais perdida ainda...
Conclusão: não sei. Todos os dias enfrento desafios para ter sempre uma resposta correta. Que maldade!
Fico horas pensando na melhor resposta e posso errar. Então que tal procurar o seu jeito? Assumir o risco? Viver é arriscar... Ou ainda não sabe disto?
Quando as crianças estão na fase das perguntas, irão “tomar emprestado” nossas respostas. Depois descobrem as suas...
E se não sabemos o que responder que tal ser sincero?
Esta é uma forma infalível de criar confiança...
Um pedaço certo do quebra-cabeça.

Um bom fim de semana para todos. E muito céu azul...

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Para escrever...


Para escrever preciso de uma caneta, um caderno e idéias que vão sendo transformadas em texto. Isto, do jeito mais antigo ou do meu jeito...
Às vezes não dá certo. As fotos não não combinam com o texto, os links não existem ou aparecem errados. Fazer o que? Quando for possível, apagar. Deletar tudo e começar de novo. E hoje, aqui estou, começando tudo de novo. Não existe uma receita mágica que resulte em belos textos. São todos provisórios. Como provisória é a vida. Tudo uma grande brincadeira. Onde se pode dar muitas risadas ou apenas um sorriso amarelo e um sinto muito. Deu tudo errado...Tudo é possível...A probabilidade de errar está sempre presente, Nunca esquecer este pequeno grande detalhe. E tudo vai bem.
É só começar um novo parágrafo. Sem saber onde vai dar. Se numa rua escura ou num beco sem saída. A solução? Dar meia volta, correr, pedir socorro. Se a rua for um desenho seu, desenhe as luzes...É só um desenho. Se escreveu, são só suas palavras. Ou então seu sonho ou pesadelo. Sei lá..
Uma história sua sem final feliz...
Acontece, né?
Não gostou? Comece outra vez...
E outra vez...
Até ficar do seu tamanho, cor, brilho e otras cositas más...
Amém!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Imagine...


Crédito para a imagem de Aixa e Turi

“A imaginação não tem limites a realidade sim.”

-Por que sempre esquecemos? Talvez o nosso primeiro mantra do dia devesse ser este...

E começa o dia. Fico na porta ainda sem fechar, repassando mentalmente se me esqueci de alguma coisa. Volto até o quarto para colocar o colírio. Pronto, agora posso sair. Chego até o ponto de ônibus e vejo muita gente. Ops! Uma paralisação marcada para agora. Ah, meu Deus! Foi isto que esqueci. Bom já estava na rua, resolvi ir a pé. Não é muito longe. Mas em segundos apareceu uma carona e lá fui eu para a academia. Uma das boas coisas que faço na vida...
E hoje o instrutor M, estava com muita sede. Perguntei que sede era aquela. Respondeu que tinha comido sapo. Depois me lembrei que esta é uma expressão dita por aqui, quando se bebe muita água. Sabe como é? Uma ressaca. Daquelas que a pessoa fica assim ligeiramente confusa...

Depois da aula fui até o supermercado. Tinha marcado com Keu, um amor de garota que me dá consultoria sobre acessórios para usar no dia-a-dia. O lugar onde ela trabalha, é uma dessas “lojinhas” que fiacam lá dentro. Fica à direita de quem entra. Logo após o café “Caminito”. Um beijo lindinha...

Mas um dos assuntos que desejo comentar aqui, é sobre a Boticário. Tenho muitos produtos dela, sou cadastrada e descontente. O motivo? Bem, acabei de tomar banho e passei um hidratante, uma colônia após banho e daqui há pouco posso passar qualquer outro perfume... Nem parece que usei algum tipo de produto antes. Diante disto, liguei para o 0800 413011 e conversei com Talitha, uma pessoa muito atenciosa, sobre o que estava acontecendo. Informei-a que iria fazer esta enquete. Perguntei se havia algum problema e ela me disse que não. E agora a minha pergunta que não quer calar na minha boca: “Você tem alguma queixa contra os produtos da Boticário?”
Espero que respondam. Não é um artigo pago. É só um assunto mal resolvido.Quando perguntei na loja por que isto acontecia, a vendedora da loja me respondeu que era “uma questão de pele” Como é que é? Pois é. Alguém teve esta mesma resposta? Isto me pareceu uma desconsideração...

Obrigada!
Anny.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

"Escrever é como viver...


Crédito para Mateus Almeida.

“Escrever é como viver. A gente nunca sabe o que vai dar.”
Moacyr Scliar

E não sabe mesmo. Embora não seja escritora, estou aprendendo a escrever e é o que faço sempre que fico inspirada, emocionada, com dúvidas, alegrias e tristezas...
Hoje estou triste porque uma chuva que não para desde ontem, não me deixou hoje ir para a academia hoje. Ah, porque aqui está assim. Se chover muito, nem adianta sair. Vai ficar ilhado e molhado...

Assim, aqui estou. Sendo abduzida pela TV... Logo cedo, vi o jornal do SBT-Manhã com uma reportagem sobre uma passeata dos “Sem Namorados” mostrando que descendentes de japoneses estão bem cotados. Estava escrito em alguns dos cartazes: “Queremos um namorado japa” e a moça logo achou um pretendente...

Fico olhando a chuva pela janela da varanda. Vejo as gotas de água na barra de ferro da varanda. É bonito mas não me consola...
Por último uma reportagem sobre Barack Obama. Mostra sua posição sobre o assunto: Propõe diálogo. Uma postura de quem pensa e sabe como agir...

Depois mudo de jornal e vou ver no Bom dia Brasil e uma matéria sobre azaração. E os locais mais prováveis onde podem acontecer: no trânsito, nas academias, no metrô...enfim, onde é possível uma troca de olhares. Dissimulados ou não...
Você pode escolher também um sorriso, sugestão dada pela repórter que aprovo e recomendo...

E estou também emocionada. Recebi um e-mail carinhoso da namorada de meu filho: a Telma. Quem não fica? Um laço azul para você e todo o meu carinho. Obrigada!!!
Você sempre faz a diferença..