segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Como se reinventar?



O dia amanheceu assim: nublado.
Tive que mudar meus planos. Assim...
Viver é se reinventar todos os dias.
Para se reinventar é preciso pensar...
Escrever, desenhar, pintar pode ser uma forma de pensar...
E o pensar acontece, sem esperar. No meio de uma tarefa diária, na rua, num fiapo de conversa ouvida sem querer. É como emendar a linha de uma costura e continuar a costurar a roupa, o texto, o poema, um pesamento, desenho, colcha de retalhos, varal de idéias...
Descobrir no meio e entre lugares abandonados de nós, um espaço ainda não explorado, experimentado. Ou talvez refazer caminhos, redesenhar, reescrever, fazer um novo croqui...
Ficar animado com a perspectiva: agora sim, achei onde chegar hoje. Mudando as palavras, por exemplo. Na hora de investir num sonho, que tal investir numa realidade? Será que terei uma rsposta melhor? Não sei...
Amanhã começo de novo...

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Consumo Consciente - Blogagem Coletiva...




- Consumo Consciente?
- Sim.
- Blogagem coletiva entre os dias 24 e 30 de agosto. Quer participar? Deixe um comentário aqui leia a coordenadora Cybele Meyer. Ela escreveu sobre o assunto. Se você não tem blog e sim Twitter, publicar um tweet com a tag #realsustentável. Se não tem nenhum dos dois, você comenta, que vai ajudar também.
Ah, pode fazer quantos posts quiser...Não é uma beleza?
E por falar nisto de Consumo Consciente, já trocou “as indestrutíveis sacolas de supermercado” pelas descoladas Sacolas Retornáveis? Ah, mas são muito práticas e fazem você se sentir um pouco menos culpada. Sabe como é? E com isto ajudar o meio ambiente. São hábitos que vamos incorporando à nossa vida e fazem com que nossas atitudes sirvam de exemplo. E pode ter certeza que faz. Adoro chegar no supermercado e recusar as tais “sacolas indestrutíveis. É tudo de bom... Experimente...
Claro que tem muito mais coisas que você pode fazer no dia a dia para ajudar o meio ambiente:
#trocar o filtro de papel pelo de pano ao coar o seu café
#separar seu lixo
#apagar a luz quando não for necessária
#usar um copo para colocar a água ao escovar os dentes
#diminuir seu tempo no chuveiro
#usar sabão líquido para lavar as roupas, tomar banho e lavar as mãos
#juntar o óleo usado numa garrafa de plástico fechada
#usar o ácido acético( vinagre misturado com água ou não)
Estas são algumas coisas que faço no dia a dia. Liste as suas. Podemos aprender com você...

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O que é preciso para contar uma boa história?...


Imagem

O que é preciso para contar uma boa história?
Podemos pensar em várias respostas, mas na minha opinião, é preciso ter uma voz que me faça acreditar no que estou ouvindo. Assim, uma boa história precisa ser contada por um bom narrador. Certo?
Descobri isto ao ver uma entrevista com Leda Nagle no programa Sem Censura. O entrevistado? Roberto Carlos Ramos. Fiquei hipnotizada ouvindo o que ele contava...
Na quarta-feira passada, dia 26 de agosto fui ver “O contador de histórias”. O filme que narra a sua vida e estava tudo lá. Com mais detalhes, é lógico e ainda lembro de sua voz contando os detalhes da sua incrível história...
Tive a ousadia de pensar numa outra forma de fazer o filme. Depois pensei bem e cheguei à conclusão que não. O filme está perfeito. Qual a surpresa do filme? Ah, não vou contar...Fique até o final e saiba porque ele é considerado um dos maiores contadores de história do mundo. Não é? Ah, tenho certeza de vai achar que sim...
Tem mais, você pode ter visto suas as entrevistas em muitos lugares. Não importa. É sempre bom ouvir sua voz cadenciada e calma contar mais uma vez e outra e outra...Viramos criança? Não, fomos acompanhando o bom narrador que ele sem dúvida é.
Não é um filme para crianças. Infelizmente a sua história é como a de muitos outros meninos que foram parar numa instituição para meninos infratores. Uma pedagoga francesa acreditou que podia ser diferente e foi. Seres humanos são sempre imprevisíveis...

domingo, 16 de agosto de 2009

Cabelos...Ah, os cabelos...




Um assunto tem pano para manga, vestido e outras cositas más.
Já foram tema de música, propaganda inesquecíveis e a nossa constante preocupação. Homens ou mulheres.
Entra ano e sai ano, mudam-se as estações e eles ali presentes na alegria e na tristeza. Companheiros inseparáveis...
Li uma crônica de Danuza Leão chamada “Por um fio.” E ela descreve muito bem nosso “relacionamento” com ele. Da mudança mais radical no visual até à insegurança de não se saber o que quer...
Nós mulheres somos assim. Dificuldade de lidar com eles, os cabelos. Nunca estamos satisfeitas com a cor, o corte, o tamanho.
Assim vamos mudando para os mais diversos fins. Há sempre uma dúvida a nos atormentar. “Será que ficou bom?”
E o assunto continua com o chá de amora. Aquele que parou a queda dos meus cabelos. Gente, parou mesmo. E continuo tomando até hoje...Com uma semana você já pode ver o resultado. Pura verdade. Comprovei tomando todos os dias.
E tem mais um assunto: a cor. Tem assunto mais fascinante? Quem nunca desejou ser loira, mesmo sabendo que não vai ficar bom? Claro que experimentei. Não deu certo, mas tive que ver primeiro o fantasma no espelho, para me convencer que estava feio demais...
Escurecer é mais fácil o difícil é o contrário. Ah, ainda bem que esta fase já passou. Mas a minha amiga Keu, resolveu variar a cor da cabeleira, Se ficou bom?
Querida amiga, na minha humilde opinião, prefiro uma cor mais natural. Mas você nãp vai me ouvir. Está experimentando as cores. Fazer o que? Não ficar muito assustada com as mudanças...
O que me faz dar boas risadas pela manhã não é a cor dos seus cabelos. E sim a sua amizade, o belo sorriso e sua delicadeza para começar o dia...

Beijos.
Anny(@Annyllinha)

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A volta para casa...



E aí começa a dia. Vejo as notícias do dia nas reportagens da TV. Não são animadoras. Paro e penso um pouco no que está acontecendo, aconteceu e o que vai acontecer...
Preciso urgentemente encontrar um farol para me orientar. Estou no mar do desconforto. Só ele pode me orientar para voltar para casa...
Enquanto isto leio os mais variados assuntos: gente(?) copiando blogs, textos. Políticos #sem noção, violência em todos os lugares...
Fico meio atordoada. Para onde olhar? Preciso seguir o dia e aqui estou perdida entre tantos desencontros com a vida, comigo mesma...
E agora? Leio o poema de Carlos Drummond de Andrade. Penso rápido.
Sempre temos respostas e nem sempre as melhores. Vou mancando entre meus sentimentos e indignação. E a pergunta que não quer calar: “Por que alguém comenta em seu blog e aproveita para copiar? “ Não posso responder, mas posso pressupor que a pessoa não tem consciência de que vou saber. E se for o meu desejo, colocar o nome aqui...
Mas fiquei com vergonha para as pessoas #vergonha alheia. Não sou a única. Juliana Sardinha, Luma, Ana Magal, Usuário Compulsivo citados no texto do Cidão foram últimas da vez...
Lembro do castigo que tomei por fazer uma brincadeira indevida: preguei chicletes nos cabelos de minha colega de sala. Jamais imaginei em meu pensamento de criança, um desfecho trágico. Os cabelos tiveram que ser cortados. Curtinhos...
E a professora? Ah, a dona Ritoca mandou que eu escrevesse 100 vezes: “Não devo colar chicletes no cabelo de minha colega”.” Se aprendi a lição? Claro. Não existia “Selecionar e colar.” Foi a lápis e uma a uma as frases ficaram coladas para sempre em meus princípios. “Respeito pela propriedade alheia.” Inclusive, textos, cabelos, desenhos, fotos...
Paro para tomar um café. Respiro fundo e olho os faróis. Aqueles que me orientam interna e externamente. O dia e a vida continuam. Escrevo até encontrar o ponto do ônibus. Onde vou descer e caminhar para chegar em casa.
Ufa!!! Cheguei...
Já posso tomar banho e calçar minhas pantufas porque está frio por aqui...

domingo, 9 de agosto de 2009

A poesia nossa de cada dia...


A poesia nossa de cada dia...

Hoje é dia dos pais e aniversário de minha mãe. Uma celebração dupla e mais terna ainda porque meu pai já não divide sua vida com a gente. Já está onde estaremos um dia...Amo você.
Mas não precisa ser triste. As boas lembranças estão por aí para dar colorido aos nossos sentimentos. Assim escolhi para comemorar o dia de hoje, um poema de Manoel de Barros. Um poeta que sabe transformar as palavras em desenhos...

O Fingidor

O ermo que tinha dentro do olho do menino era um
defeito de nascença, como ter uma perna mais curta.
Por motivo dessa perna mais curta a infância do
menino mancava.
Ele nunca realizava nada.
Fazia tudo de conta.
Fingia que lata era um navio e viajava de lata.
Fingia que vento era cavalo e corria ventena.
Quando chegou a quadra de fugir de casa, o menino
montava num lagarto e ia para o mato.
Mas logo o lagarto virava pedra.
Acho que o ermo que o menino herdara atrapalhava
as suas viagens.
O menino só atingia o que seu pai chamava de ilusão.

Poema do livro Ensaios Fotográficos – Manoel de Barros. Pág. 53

Feliz aniversário minha mãe!
Beijos.
Anny.(@Annyllinha)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Como estou me sentindo hoje?



A nossa primeira lição do dia a ser feita é responder francamente à pergunta:
- Como estou me sentindo hoje?
Através da resposta, posso saber como vou dirigir o meu dia.
Se me sinto bem, tudo vai bem. Se corpo e auto estima vão bem, então está tudo em paz. Mas pode não ser nada disto. Os dias não são iguais. Variam hormônios, temperatura, humor e lá se foi por água abaixo toda a minha segurança...
Fora que existem vários sentimentos que vou descobrindo. Por exemplo, rejeição. Saber lidar com ela pode me livrar de problemas nos meus relacionamentos.
Viver é um exercício diário, de saber como estou me vendo no espelho, na vida, por dentro... Porque imagem volta inteira ou partida em mil pedaços. Tudo de comum acordo com o que vejo na minha primeira olhada nele...
- Estou me rejeitando?
- Criticando?
É assim que vou ver o mundo, amigos, parceiros, amores...
Preciso modificar minha imagem no meu espelho interno, para que ele me devolva uma figura completa. E minha resposta se torne adequada aos meus desejos...
Tenho então maiores probabilidades de viver bem com o outro e ser mais feliz. Isto é um ponto final? Pode não ser, mas é uma forma de buscar outras respostas. Percepção de que os dias não são sempre de nuvens escuras...
Há sempre um dia a ser vivido. Com chuva, vento, sol...
Estou em dúvida? Dou mais uma olhada no espelho. Só para confirmar ou mudar de opinião...
Ah, penso que aprendi a me consolar, aceitar meus erros, errar o caminho, não saber a resposta certa.
Tenho certeza que agora sou mais feliz...

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Escrever...escrever...


Escrever...escrever...

Uma compulsão. Escrevo demais. Não posso ver um pedaço de papel em branco e quando não tem papel vai mentalmente mesmo. Assim enquanto lavo pratos, passo roupas, faço comida, vou inventando textos...
A maioria é esquecida. Fica só na conversa interna. Sem rascunho ou croqui. Ah, não existe croqui para escrita? Então vamos dizer esquema. Pois não tem.
Mas como ia dizendo, escrever me acalma, faz com que meus pontos de vista sejam ampliados ou mudem de acordo com minha necessidade. Pensar mais é uma delas...
Faço os meus rascunhos iniciais em velhas agendas e adoro uma caneta. Antes adorava uma Bic, mas ela ficou ruim. Comprava não sei quantas e nenhuma funcionava. Mudei a marca e não adiantou. Cheguei ao ponto de ficar pedindo aquelas canetas de propaganda. Só elas funcionavam, quer dizer, escreviam.
Você imagina a situação: a mesa cheia de canetas que não escrevem e eu querendo escrever a pulso. Desesperador...
Não sei se melhoraram. Vou experimentar comprar mais na próxima compra de supermercado. Agora estou com uma caneta que meu filho ganhou de propaganda...
Bom, então começo a escrever. Bem no meio percebo que não era bem assim. Risco tudo e começo de novo. Mudo o assunto e lá vou eu pelas linhas afora. Mas tem dias que nem assim as palavras se unem adequadamente. Ficam rebeldes, desaforadas e inconstantes. Pode? Deve poder. Coisas de quem escreve, escreve e depois não sabe mais o que fazer com o que escreveu, e publica aqui para você ler e comentar...
E agora no Twitter, tive que aprender a ser resumida em 150 caracteres. Maior do que o de Hernest Hemingway precisou fazer escrever uma história com apenas 06 palavras. E ele conseguiu: “Vende-se: sapatos de bebês nunca usados.”
Você pode ler toda a história aqui no:
Obvious

#bjsmelinka...
@Annyllinha

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Palavras...palavras?...



Palavras? Palavras...Este foi o amanhecer de hoje.


Soltas, acompanhadas, invertidas, disfarçadas, podem sugerir ou dizer claramente o que penso sobre um determinado assunto. Podem também completar um vitral que enfeita o crescimento de nossos filhos.
Sejam elas do tamanho do nosso amor, esperança, consciência, vida. São elas que expressam o que vejo neste exato momento na minha janela: nuvens. Nuvens têm muitos significados e minhas lembranças vão passear...Vejo meu filho mais velho ensinando como se pronuncia a palavra: nuvem. Não resisto, estou sorrindo diante da imagem lembrada...
Palavras são poderosas. Podem expressar meu carinho, delicadeza, amor. E ainda sair de meus lábios com toda força para dizer para o mundo ou para mim mesma, meu desapreço, meu ódio, minha angústia...
Elas estão em qualquer lugar que olhamos nas ruas. Querem seduzir, espalhar, comunicar, vender o que está nas entrelinhas...
E pensam que é só isto tudo? Não é. A sua ausência também comunica um estado de alma...
Palavras enovelam, tecem, constroem, destroem. Podem dar significados, instruções e esquecer qual a sua função principal: comunicar. Ah, elas parecem ter vida própria. Que horror, quando sem pensar! Um lapso de consciência...
A minha vida está cheia de palavras e estão em todas as partes. Para o bem e para o mal...
Contam coisas, escondem, são secretas, bem ou mal vistas. Possuem lados avesso e direito. Bem costuradas, desalinhadas, sinuosas. Tomam formas para contar tudo que sinto a respeito do mundo. Ou para esconder entre os espaços e pontuações...
Nos quartos embaixo das camas, nas gavetas.
Nossa! palavras possuem significados bonitos e os mais terríveis. Tudo guardado dentro do sentido e hora a ser lançada ao mundo pelo meu amor ou mau humor do dia ou noite...
Palavras são instrumentos musicais, armas, poemas e todos os sentimentos do mundo. Escritos para todos ou reservadas para poucos. Esperando serem ditas ou subtendidas. Ah, as palavras..
Você tem cuidado com elas?...

domingo, 19 de julho de 2009

O que se leva numa mala...



O que se leva numa mala quando se vai para uma cidade do interior? Uma cidade com
poucos atrativos e quase nenhuma opção de lazer. O básico. Você pode estar pensando e está correto. Mas...
Toda vez que preciso viajar para qualquer lugar, fico apavorada: não sei arrumar mala. Não sei. E olha que já usei de estratégias: fazer uma lista, arrumar dias antes. Nada resolveu. E nem é porque alguém sempre arruma para mim. Nada disto. Sou dona do meu próprio desacerto com elas: as malas.
Estou aqui pensando se é por não saber ser resumida. Pode ser. Na mala tenho que levar o que for necessário. E é aí que começo a me perder. Não sei escolher o pouco que vou usar. Sempre levo a mais ou de menos. Será que isto também acontece com você? Talvez este seja um assunto, ou melhor, um problema com a maioria das pessoas. Ou não?
Ah,ainda não comprei a mala. Esta é sempre a desculpa. Não saber se vai caber tudo. Se o tamanho é adequado, onde coloco os sapatos. Detalhes que já me fizeram arrumar e desarrumar a mala inúmeras vezes.
Quer saber? Nem sei por que fui tocar neste assunto. Malas são sempre perigosas. De serem esquecidas, de não saber se foram despachadas...
Sei que faz parte do contexto e é bom não ficar criando dificuldade onde ela ainda não existe. Está bem, esquece isto...
Mas lembrem de deixarem sugestões. Serão sempre bem vindas.
Obrigada!

Anny.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Bom dia!...



Não, o dia não amanheceu assim. O céu agora esta nublado. Com nuvens negras no horizonte. E elas sempre me fazem pensar que o dia sérá cheio de chuva e molhado para ninguem colocar defeito...
Ah, é só um tempo feio. Depois melhora. Hoje o tempo está de mau humor por aqui. Indeciso. Não sabe se chove ou se abre um lindo sol...
Fazer o que? São as instabilidades do tempo. Do tempo de inverno...


Amo os poemas. Eles contém respostas ou perguntas para começar o dia ou para constatar, que há sempre uma hora de melancolia no céu ou dentro de nós...

TRISTEZA NO CÉU
No céu também há uma hora melancólica.
Hora difícil, em que a dúvida penetra as almas.
Por que fiz o mundo? Deus se pergunta
E se responde: Não sei.

Os anjos olham com reprovação,
e plumas caem.

Todas as hipóteses: a graça, a eternidade, o amor
caem, são plumas.

Outra pluma, o céu se desfaz.
Tão manso, nenhum fragor denuncia
o momento entre o tudo e o nada,
ou seja, a tristeza de Deus.

Carlos Drummond de Andrade em Antologia Poética, pág 191/192
16° Edição – Livraria José Olímpio Editora – Rio de Janeiro / 1983

sábado, 11 de julho de 2009

O que me faz...



May bebê. Crédito para a foto de Turí.

- O que me faz ser capaz de ter as minhas próprias respostas?


- A ausência do medo de errar...
Se tenho medo de errar, nem dou o primeiro passo. Vou dando voltas em torno do que já sei...e me repito indefinidamente. Nada de correr risco...
Fazer algo novo? Nem pensar.
Esta não sou eu.
Sou um pedaço de frase, uma possibilidade de me transformar num desenho ou descobrir um caminho que ainda não fui...
Olhar este por do sol lindo e colorir minhas frases que ainda estão por vir...
Amém!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Recados...


Lekeitio - Crédito para a foto de Turi.

Estamos sempre deixando um recado...
- Qual é o seu para hoje?

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Linhas...


Este foi o entardecer de ontem...

Linhas...de chegada? Sim. E também pode ser de partida...

Linhas de desenho, de costurar, do horizonte, de crochê, do destino, linha d’água e linha de trem? Esqueci de alguma? Inclua aqui também...
Mas hoje, fiquei muito feliz. Ao visitar um blog indicado pela Juliana Sardinha, no Twitter. Qual o assunto? Trens... Pois é, Caio colocou imagens belíssimas de trens. Ah, por que gosto de trem? Vivi grande parte da minha vida morando na frente de uma estação de trem, minha vó morava perto da linha de trem. E quando você é criança adora estas proximidades. Máquinas enormes e o maquinista dirigindo aquele poder todo... Isto mexe com a imaginação infantil. E depois por mais que brincar na linha de trem seja perigoso, criança não tem a percepção do adulto. Para ela a vida é um mar de exploração sem fim... E haja barco, navio, porque ele vai navegar...Então, todo cuidado é pouco. Ah, e isto não é só para quem mora perto de linha de trem. Toda mãe cuidadosa sabe disto...

Agora, lembrei mais um tipo de linha. A de conduta. Aquela que quando somos adolescentes, fazemos questão de ignorar, enfrentar, transgredir...Faz parte do crescer. Isto é só uma fase. Ainda bem. Mas existem pessoas que não desistem e carregam pela vida afora. Dizer “palavrão” é uma delas. Os meus pais não permitiam que se falasse na presença deles. Nunca investiguei se longe podia. Mas se no lugar onde vive, não se ouve no dia-a-dia,
as crianças não vão falar. Não vão repetir. Para ser mais clara: não há o que imitar...
E assim, tenho algumas coisas engraçadas sobre o assunto. A minha mãe fez a seguinte sugestão: “Por que vocês não usam um nome de santo em vez do “****”? Criança não é brincadeira e lá fomos nós experimentar...(risos). Usando aqueles nomes incomuns de santos. Não deu muito certo, mas memso assim não foi liberado.
Quando morei em BH, a rua que tinha uma ladeira enorme... Moramos bem no meio e manobrar carro, não era brincadeira. Um certo dia, rua movimentada e não é que um bêbado achou de parar bem no meio? E os motoristas brigavam com ele e nada. Só olhava para o lado e dizia: “****!”
Estava na janela e dei jeito de sair logo. Vai que o danado me via e me mandava também? Quem gosta de ser exposto ao ridículo em pleno meio dia por um pudim de cachaça? Fui..
Pois é, tempos depois vi situação se repetir. João Gordo, que trabalha na MTV, usava ****. E ele enchia a boca para falar. Sabe aquela vergonha que você tem para quem está falando? Tenho. Não consigo evitar. E a mesma coisa acontece hoje ao ler as pessoas dizendo a mesma coisa...
Nem vem me dizer que é careta não dizer palavrão. Quem não diz quando machuca? Um bom PQP! Alivia a dor e a raiva. Mas dizer **** de grátis? É uma agressão? É sim. E é inconveniente? É sim. Por escrito, pior ainda. Não é preconceito. É que o dono, quer dizer, que disse não pensou, escreveu....#pronto falei!
Se voou publicar este texto? Estou pensando...@&*+#% se é conveniente...
E o dia do *****! Fiquei com a maior vergonha. Mas como já disse “já passou”. Foi uma brincadeira infeliz...
E quer saber mais? Fiquei chocada quando vi cantada... Tem gente que não se importa. Tem gente que contiua em choque(eu). E não vai ser ouvindo e lendo todos os dias que vou me acostumar e aderir. Se pode ser particular, por que tornar público? Uma questão de gosto? Não. De comportamento...

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Em que você acredita?


Lekeitio - Credito para a foto de Turi.

Em que você acredita?...

Temos algumas crenças que dirigem e ordenam nossas vidas, certo?
Crença em Deus, em posturas internas e externas, em modo de vida em valores, etc. Mas existem umas crenças que aparecem não se sabe de onde e todos acreditam piamente, sem uma crítica que seja e embarca nela. Pois não foi assim que segui como uma cega, ao “os postos se atraem”? Creio que isto vale para compostos químicos, para pessoas não é uma atitude muito inteligente. Tinha uma ligeira desconfiança e agora uma certeza, lendo “...a gente só gosta de quem se parece com a gente.” Dito por Mário Quintana, numa entrevista a Edla van Steen no volume 01 do Viver&Escrever. Assim, fico feliz em perceber que as minhas escolhas contam a minha história e as minhas crenças também. E se houver alguma coisa errada pode-se rever o script e consertar a história, antes que o lobo venha...
Cada um de nós tem um jeito de pensar. A lápis, a caneta, a bic, a teclado... E o que pensamos nos organiza por dentro e por fora. Vamos experimentando nossas crenças. Umas dão certo, outras não... Somos orientados pelas nossas crenças, a princípio herdadas e depois por conta própria. Como “não podemos ensaiar a vida” vamos errando por aí. Bom não é, mas é confortável saber que não somos os únicos...
E depois com o tempo, vamos descobrindo que isto de ser perfeccionista é só mais uma forma de se autodenominar. Uma tortura a mais que inventamos, para depois abandonarmos. Coisa imprestável que não ajuda nosso estar por aqui...
Ah, isto é uma das boas coisas que nos acontecem. Inclusive a de não ser tão sério...
Vale brincadeiras, nem que sejam umas risadas na hora errada, um tombo imprevisto... Sabe como é? São possibilidades que a vida te oferece e se você tiver um pouco de leveza, vai deixar acontecer. E pensar no dia seguinte “Nossa como foi isto mesmo?” Já passou... e você pode sorrir sozinho pensando na situação... “Nem acredito...”

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Viagem imaginária...


Crédito para a foto de Aixa e Turi

Imaginação...

Usamos a imaginação para fazer um texto, compor uma música, fazer uma viagem imaginária...Quem nunca fez uma? A mais linda que experimentei foi a descrita por Violet Oaklander em seu livro: Descobrindo Crianças. No primeiro capitulo chamado Fantasia ela começa: “Daqui a pouco pedirei a todos vocês no grupo que fechem os olhos, vou levá-los para uma viagem imaginária de fantasia. Quando tivermos acabado vocês vão abrir os olhos e desenhar alguma coisa que esteja no fim da viagem. Agora, gostaria que vocês ficassem o mais confortável possível; fechem os olhos e entrem em seu espaço. Quando você fecha os olhos, existe um espaço onde você se encontra. É o que chamo de SEU espaço. Você ocupa esse espaço nesta sala, ou em qualquer lugar que esteja, mas geralmente não o nota. Com os olhos fechados, você consegue ter a sensação desse espaço – onde seu corpo está, e o ar que está em volta de você. É um lugar gostoso de estar, porque ele é o SEU lugar, o SEU espaço...” E ela prossegue dando as instruções, mandando prestar atenção na respiração. Pede para dar algumas respiradas bem profundas. Deixar o ar sair com um som: haaaaaaah. E conta uma pequena história. E foi a fantasia mais fantástica e mais linda que já experimentei...
Não me lembro porque comprei este livro. Por causa do título? Porque estava precisando encontrar com a minha nenininha interna? Porque precisava encontrar a minha parte que foi um dia abandonada? Pode ser tudo isto. Na época estava muito interessada na gestalt. Tinha lido o livro da Barry Stevens: “Não aprece o rio, ele corre sozinho” que prefaciou o livro(e só notei agora). E como diz a Luma “uma boa idéia leva a outra” e tenho que concordar com ela. Pura verdade.
E leia aqui o final do prefácio: “Este livro pode ser uma janela para a criança dentro de você, bem como para as crianças com quem você está.” Barry Stevens – Junho de 1978.
Ah, janelas? Adoro janelas para o mar, jardim, ruas e fiquei na maior pena do personagem quando li no livro de Mário Benedetti: A Trégua “O que eu não suportava mais era a parede em frente ao meu escritório, a horrenda parede...” Pude compreender a angústia do personagem. Que teve que sair para a rua e procurar o ar livre e o horizonte...

domingo, 21 de junho de 2009

E por falar em Inverno...


Pensar no iverno, está implícito em mudança de temperatura que para alguns tornas-se um desconforto e para outros um bem estar. Vamos observando também a mudanças das cores no céu das roupas usadas que podem seguir as tendências da moda ou o gosto pessoal.
Dependendo do lugar onde moramos o frio pode lembrar, cobertor, lareiras, janelas embaçadas onde se pode até escrever mensagens...Ah, e o calor de uma lareira pode ser além de aconchegante, romântico, amigável...
Comecei o dia lendo o texto da Sam. O assunto? Livros. Quer companhia melhor para o frio? Um amor, lógico! Junto com o livro, melhor ainda.
Mas, fazer um comentário tão grande e ainda por cima errar na hora de mandar, fiquei com pena. Assim, trancrevi aqui...

"Bom dia Sam!
Um belo comesço de inverno para você. Hoje vi no Globo Rural uma reportagem sobre queijos na Suiça gelada. Nosso inverno é mais, vamos dizer, mais calmo.(risos)

Mas começar a ler sobre indicação de livros logo de manhã, para mim é um presente. Já anotei o nome do livro e da autora. Não vou comentar sobre o assunto sobre o qual você disse estar curiosa. Vamos ver qual a sua avaliação do livro…
E por falar em livro, estou sempre lendo 02 ou 03 livros de uma só vez. E vamos a eles: A Nova Mulher-Marina Colasanti. Um livro escrito em 1980 mas que continua atual. O segundo é a Trégua-Mario Benedetti que estou no começo. Mas achei interessante uma frase escrita na última capa “Um grande amor pode ser uma trégua na vida”. Instigante, não?
O último, já comecei mas estou só no pricípio: Eduardo Galeano – O teatro do bem e do mal.
O que me chamou a atenção foi um comentário sobre o livro: “Como Heródoto, Galeano converte a história coletiva em oráculo.” (Gregori Rabassa, The Guardian)
Ah, os 02 últimos livros são da L&PM POCKET. Muito bom porque podemos levar para qualquer parte…
Sam, não posso escerver mais. Está se tornando um post. Mas faltou comentar sobre a primeira indicação. Vou continuar o assunto no Blog Linha…
Beijos.
Anny."

sábado, 20 de junho de 2009

No último dia do Outono...



No último dia de outono...

Comecei a pensar que esta é uma boa época para limpar meus armários e descartar muitas coisas inúteis que deixei espalhadas pela casa, pela vida...
Já que o tempo vai mudar, aproveitei a ocasião. Logo cedo, fui fazendo o trabalho. Fiquei animada. Deixei o guarda-roupa cheiroso. Pronto para ser habitado pelas roupas limpas e cheirosas que lavei hoje.
Enquanto isto pensava e pensava. Sabe que esta é a melhor hora para organizar pensamentos e fazer textos mentais. É verdade que a maioria desaparece no meio do caminho, mas boa parte deles chega ao destino: escrita. E isto com muitos cortes e ajustes. Tal qual uma roupa a ser feita. Faz o molde e vai seguindo os passos. Corta, costura, prova. Se não está bom, desmancha e faz de novo e de novo. Até que pode acertar sem prova. Não é sempre e nem regra.
Até que gosto das cores do outono, mas o amanhecer e o anoitecer já não está tão bonito. Sabe, aquele nevoeiro? Fica lá onde o sol nasce. Para que as fotos fiquem bonitas, precisam ser feitas antes do sol nascer. Uma reportagem afirmou que é produto da poluição. Vamos ver se haverá mudanças com a mudança de estação...
O que é possível agora, são fotos do por sol. Cada vez mais coloridas e bonitas. Uma festa para os olhos...
E amanhã começa o inverno. Bem que gosto dele por aqui. Dias menos quentes e roupas mais bonitas...
Acabei de tomar banho, mas hoje ainda está quente. Por favor, um ventilador!!! Para não derreter minha paciência e meu bom humor.
Devidamente ventilada continuo a prosa. Que há de novo por aí? Não pude ter acesso à internet, com a famosa frase: “Página não encontrada.” Assim, continuei escrevendo. Até que cheguei aqui e resolvi descobrir o que estava acontecendo. Liguei até para o provedor e nada. Até que me lembrei que tinha desligado...
Ah, acontece, né?
Então até mais até “Quando o inverno chegar...”
Uma foto do amanhecer e de um por do sol do outono...
Beijos.
Anny(@Annyllinha)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

E a conversa continua...



Pronto, a conversadeira aqui ficou sem assunto. Sem assunto? Penso que não foi bem o que aconteceu. Foi um muito assunto de uma vez só. Fiquei sem saber sobre o que e qual deles escrever. Imagine você que ao ver o jornal da manhã lá estavam as manchetes, as fotos sobre agressividade. Por incrível que pareça tinha lido um capítulo inteiro sobre tudo aquilo que foi mostrado...Pensei logo, posso fazer uma citação, dar minha opinião. Mas o tempo foi passando e nada de texto. Os comentários foram chegando e cada um deles com um recado e uma sugestão. Fiquei muito feliz. E agora de tarde, li o comentário da Luma e o texto do blog dela...
Bem assim, ler demais acontece o que aconteceu com ela e o que aconteceu comigo...

Comecei a passear para ver o que havia de bom para me inspirar. Encontrei um blog chamado Escrita torta em Linha reta. E num texto chamado: “Para os dias de bloqueio de idéias”... Adorei. Até que tentei fazer um texto seguindo as instruções dele. Tenho certeza que não tem nada a ver com o que ele ensinou. Saiu um texto do tipo Sem sentido. Não me censurei. Escrevi. Adorei o exercício. Vou lá ler de novo...
E a doideira ficou assim:
Ultrapassei a linha do desenho feito no caderno. Usei um barbante e fiz uma bolsa de crochê bem colorida. Pensei ter quebrado a linha e cheguei bem em frente à janela. Olhei o horizonte molhado do mar. Mudei de janela e por trás dos morros imagino o trem do ocaso colorido pelas luzes do outono. Por dentro e por fora um banco quebrado de um jardim circular. Olhei para trás. Não é um trem nem de fora nem de dentro...É uma estação...

Adorei escrever isto. Funcionou como uma brincadeira com as palavras. O exercício não é para ser feito assim. Mas fazer um texto abstrato. Tal qual fazer um desenho? Não resisti...

Agradeço a todos os comentaristas que carinhosamente me deixaram sugestões. Adorei. Agradeço a todos com um link..
Djabal
BarbieGirl
Luma
Geórgia
Sílvia Obrigada pelo selinho acima...
Daiazinha Obrigada pela indicação...

Norberto Kawakami é o editor do blog. Fica aqui o convite para visitarem...

Beijos.

Anny(@Annyllinha)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Sem assunto...


Catedral de Burgos. Crédito para a foto de Aixa.


Sem assunto...
Podem sugerir... Os meus já estão lavadas, surrados, desbotados e colocados no varal...
Estão secando.
Até amanhã...
Beijos.
Anny.