terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Imagens de espaço...

"Ao dizermos, por exemplo, que algo nos toca de modo profundo ou apenas superficial, usamos intuitivamente imagens de espaço. Quando falamos das qualidades de um indivíduo (um ser in-divisível), como sendo aberto ao mundo ou fechado , expansivo ou introvertido, desligado, envolvente, atraente, repulsivo, distante, próximo , usamos sempre imagens de espaço. Não há outra maneira possível de conscientizar, formular e comunicar nossa experiência. Os próprios verbos que usamos para indicar o conhecimento de fenômenos - COMPREENDER (com = junto, prender = preso) , ENTENDER (en = em, tender = tensão) - revelam modos de ação que abrangem espaço. Igualmente, todos verbos, sem exeção, têm caráter espacial: trans-por, dis-por, pro-por, su-por etc."
Assim fiquei muito assustada quando uma amiga me comunicou que teria que se mudar antes que se tornasse um nada. Mudar de onde? Dela mesmo? Meio difícil ou melhor, impossivel. Esqueço uma coisa muito importante quando o meu objetivo está, vamos dizer dentro de mim. Quando a mudança precisa ser feita do lado de dentro. Difícil? Não é bem um jeito de começar a construir qualquer coisa. O que quero dizer com isto é que posso me tornar um nada em qualquer lugar. Não preciso nem viajar. Encontro portas fechadas porque me tranquei dentro do meu nada e ele vai me acompanhar onde quer que eu vá. Começar a encontrar a forma de me livrar de qualquer situação parte do primeiro passo. Foi assim hoje. Começar de algum lugar. Uma palavra que chegou pelo e-mail e um assunto puxa outro e o texto aparece . Obrigada, Antonia pelo seu nada...Rs!

2 comentários:

  1. Fonte de consulta do texto publicado:
    Universos da Arte - Fayga Ostrower
    Parte II
    Espaço e Expressão
    Capítulo III
    Movimento Visual pág.30
    Um livro perfeito pra aprender sobre arte e sobre a vida. Onde podemos tirar nossas próprias conclusões. Criar nossos caminhos e não é um livro de auto-ajuda. Tcham-tcham-tcham!

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  2. Os orientais procuram o grande vazio. Eles tratam os nossos desejos como se fossem uma infecção ou doença da mente. Parece ser alguma coisa parecida com esse 'nada'. Uma espécie de paz interior. Tranqüila, pacífica e que não precisa de nada para mudar, porque não é nada mesmo. Fernando Pessoa poderia ser uma outra fonte de informações a respeito, principalmente no Livro do Desassossego. Beijos.

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