terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Natal ...



Todos meus Natais, foram e são bons. Existe neles um que de mistério...Nunca sei o que vai acontecer. Você sabe, família grande e pouco dinheiro o Natal às vezes é complicado. Mas o meu pai sempre teve uma resposta para tudo. E foi num destes que ele teve que comprar boneca de pano para as filhas. Explicou que menino Jesus estava com problemas , dinheiro curto.Rs! Crianças não questionam crenças de pais. Não foi por isto que a brincadeira ficou pior. Como todo Natal, fomos almoçar na casa da minha vó. Neste tempo ela morava num sobrado. Que delícia... Experimentar o mundo visto de cima pela primeira vez. Com mais um acréscimo, poder jogar as bonecas lá de cima e não ter perigo de quebrar. Acho que é por isso, que lembro tão nitidamente dessa casa. E hoje, não podia ser diferente. Logo cedo ao acordar, ganhei meu presente de Natal: uma camiseta de Ozzy Osbourne e outra de Zakk Wylde. Gente, estou muito feliz. Presente de Rí. E saga continua, porque já planejamos o almoço. Sem sustos dessa vez. Houve um natal, que resolvi assar um chester com vinho branco. Prestei bastante atenção na receita que a apresentadora ensinou. Não contei com o imprevisto, de ter pouca experiência no assunto. A surpresa dessa vez foi ver o fogão pegar fogo e meus filhos com o extintor de incendio. Nunca passei tanto aperto. Mas no fim, deu tudo certo e fomos amoçar em paz...E hoje, pra não ficar diferente, Rí ajudou a fazer a comida e foi dormir. Isto mesmo. Passou anoite sem dormir e quando Rá chegou para almoçar, ele estava com um febrão! Mandou vir o remédio da farmácia(ele é médico) e enquanto isto almoçamos meio sem graça e depois distribuiu os presentes que trouxe. Nesta altura Rí, acordou, tomou o remédio deu o presente de Rá e foi almoçar. Não é um Natal comum. Sempre existe o que disse no início, o mistério de nunca saber como vai terminar...

Foto: http://blog.uncovering.org/

9 comentários:

  1. Precisamente por ese misterio es más agradable. En casa había festejos similares y mi padre, nos ponía envueltos muy bien, cepillo de dientes, pastilla de jabón bueno, en fin, que era tan grato como recibir algo costoso. La sorpresa era lo más bonito, como ahora, sólo que los padres se exceden.FELICES FIESTAS.

    ResponderExcluir
  2. Geralmente ouço ou leio muitas críticas a respeito desta festa. É, para mim, uma grande surpresa, ler um texto em que não se discute diferenças, e sim semelhanças.Como se um pequeno grupo, um grande grupo, num determinando momento do ano, devesse se juntar para trocar.
    Não 'presentes', ou melhor, não apenas presentes, mas trocar num sentido mais amplo, mais inteligente. Trocar sensações, pedir e receber desculpas. Zerar o contador da discórdia, ligar o da concórdia, ainda que por um pouco de tempo. Todos paramos e parados não encontramos moinhos de vento a serem derribados. Bjs

    ResponderExcluir
  3. Olá Rosamaria:
    Que bom ter você por aqui. Estive no seu blog. Não consegui comentar, mas adorei o poema das mãos. Pois é os pais sempre se excedem, mas não fazem por maldade, não é mesmo?
    Felices Fiestas também.

    ResponderExcluir
  4. Oi Djabal:
    Que bom vc por aqui. Então, é muito bom que eu possa dar outra versão da hitória. Aliás, nem foi de caso
    pensado, mas foi muito bem empregado.
    Variedade de Estados e o mesmo de pensamentos. Nem sei se existe isto por aqui. Minas é mais tradicional. E meu filho, disse uma coisa certa, a comida provoca aconchego, proximidade entre as pessoas. Obrigada pela visita.
    Bjos

    ResponderExcluir
  5. Ah, as datas familiares... a gente sempre sabe como começa (muita correria e expectativa) e nunca sabe como termina (com abraços ou provocações, tudo pode acontecer... rs)

    Bonecas de pano são tão legais... mais molinhas, boas de abraçar! :)

    Beijos

    ResponderExcluir
  6. Puxa, Anny, fiquei com inveja da sua brincadeira, quando criança nunca pude brincar de ver as bonecas tentarem suicídio (rs). Não teve esse sentido pra você, eu sei, mas é importante pra criança isso de testar limites, arriscar sem ter que vivenciar perdas, ou quebrar os brinquedos e restaurar, o que muitas vezes a vida não permite. Alguns riscos da vida são imprevisíveis, daí o mistério... não sabemos o que virá depois de qualquer coisa, mesmo as mais planejadas... Isso às vezes assusta, mas pode nos fazer viver mais intensamente também, dar mais valor a algumas coisas por sabermos que não temos como retê-las, mantermos conosco pelo tempo que desejarmos... Beijão

    ResponderExcluir
  7. Oi Maga:
    Que bom ver vc aqui. Adorei. Então, criança gosta mesmo é de brincar e explorar possibilidades. Tive uma infância assim...

    ResponderExcluir
  8. Oi Critina:
    Vc tem cada uma! O bom mesmo foi ver o mundo lá de cima e ainda poder jogar as bonecas sem causar dano a elas. Agora o lance de consertar brinquedo é outra história que tenho pra contar e acho que vc vai gostar.
    Bjos e obrigada pela visita.

    ResponderExcluir
  9. Imagino que você pôde ter uma visão privilegiada do alto, Anny, e que foi isso que a fascinou. Mas achei interessante a percepção de poder jogar as bonecas lá de cima por serem de pano, sem risco de causar danos a elas, como ressalta em seu comentário, o que seria "suicídio" pra uma boneca de louça, por exemplo, ou arriscado pra uma criança, no caso de cair. Também tive boneca de pano, mas não tive oportunidade de experimentar jogá-las do alto assim como você, por saber que isso não lhes faria mal algum. Isso parece bobo, mas tem um bom significado pras crianças que podem viver situações como essa, da vida não ser tão frágil a ponto de se quebrar toda em uma queda qualquer. Bjs

    ResponderExcluir

Seu comentário é uma forma de conversa online.
Deixe sua opnião ou questione.
Não seja anônimo!
Obrigada.
Bem vindo!

YouTube

Loading...