domingo, 5 de abril de 2009

Paciência...


Paciência...

Conversando com uma amiga hoje, percebi o quanto não tenho paciência comigo mesma. Então é de se esperar que não tenha paciência com o mundo que me cerca. Geralmente somos os primeiros a experimentar o nosso próprio veneno. Se não me respeito, não respeito o outro. Certo? Mas não tenho consciência disto. Então, sigo pela vida acusando o outro estar sempre errado. E aí vem a famosa frase de Sartre: “O inferno são outros.” Que coisa mais estranha hem? Não para quem tem a paciência de se observar e observar o outro. Um bom começo para quem quer estar antenado com os próprios sentimentos e resolver pequenas falhas às quais estamos sujeitos no dia a dia. E o motivo de conseguir perceber minha impaciência, foi querer utilizar uma palavra e nada. Branco total. Para mudar o padrão do comportamento, resolvi fazer diferente. Respirei fundo, fui tomar uma água e um cafezinho. Na cozinha, lembrei que estava na hora do lanche. Abri a geladeira e olha quem estava me esperando: um caqui geladinho. Só precisava descascar. Quando comecei a fazer isto, a palavra chegou inteirinha e eu disse bem devagar: me-di-ta-ção. E claro, uma idéia leva a outra. Lembrei de um livro chamado “Zen e a Arte da Manutenção da Motocicleta”. Como assim? Que título de livro maluco é este? Pois é, foi o que me encantou no primeiro momento. Vai me dizer que você não é seduzido pelo título do livro? Pior que é. Existe uma forma de fazer isto. Cuidadosamente fui pescada e achei muito bom porque junto com a propaganda do livro vinha dizendo que Carlos Drummond de Andrade, tinha lido. Quer anzol melhor do que este? E comprei o livro que virou o meu tesouro particular por três motivos: um deles o título o outro leitura de um dos meu poetas preferidos e último o motivo de estar escrevendo tudo isto: a cristalização da idéia, quando a palavra veio inteira, sem que precisasse pensar nela. E tenho certeza que isto já aconteceu com você e também já ouviu muitos casos a este respeito. A sensação? Maravilhosa. É chegar ao resultado correto do exercício de matemática, física, química ou fazer um texto inteiro e olhar para ele dizer ou melhor sentir: é isto. O culpado? Ele, o livro de título um tanto estranho que discorreu sobre este assunto...
• Descrição: Zen e a arte de manutenção das motocicletas relata a busca do equilíbrio e da unidade frente às tensões e pressões do mundo contemporâneo. Atravessando de moto as planícies americanas, com seu filho na garupa, o narrador refaz toda a sua trajetória de vida e de seu relacionamento com a figura fantasmagórica de Fedro. O final é tão inesperado quanto extraordinário.
• Editora: Paz e Terra
• Autor: ROBERT M. PIRSIG

*Obs.: Quando fiz esta foto lembrei Beth/Lilás...

12 comentários:

  1. Impaciência é o mal do mundo contemporâneo, antes, esperávamos dias por uma carta, hoje nos irritamos se o click no computador, não nos dá uma resposta imediata, entendo paciência como algo muito ligado à tolerância também, e a comprensão das deficiências e limitações do outro. Estou praticando um belo exercício atualmente, que é ensinar informática para idosos, em um trabalho voluntário. O resultado está sendo genial.

    beijos

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  2. Silvia:
    Quando eu disse da minha impaciência comigo mesma, é porque se sou comigo,
    sou com quem esta comigo. Se modifico isto, modifico meu comportamento. Certo?
    Primeiro tenho que arrumar minha bagunça interna.
    Obrigada pelo comentário. Beijos.
    Anny.

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  3. "Não é fácil ter paciência diante dos que têm excesso de paciência." ja dizia o ilustre poeta Carlos Drummond de Andrade...mas tem horas que realmente na vida me falta muita e ao mesmo o tempo a propia vida me ensina a ter muitas...e isso no meu dia dia é uma terapia.

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  4. Ivone:
    Obrigada pelo comentário. Adorei te ler por aqui.
    Beijos.
    Anny.

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  5. Anny,
    Obrigada por ter se lembrado de mim com esta linda foto lilás.
    Andando por aqui, nas ruas de Washington, percebi que muitos andam e estão sempre com um copo de café, suco ou outra bebida nas mãos, assim como comida - comem e andam. Comentei isso com meu marido e ele observou que por aqui muitos não teem a tal paciência de sentar e tomar um gostoso café da manhã por exemplo, estão sempre com pressa. Notei que o povo americano é apressado.
    Pois eu, acho que com o passar dos anos aprendi a exercer bem minha paciência, adoro sentar e contemplar e às vezes tenho um saco de 'filó' para aguentar uma amiga que repete várias vezes certas coisas. rsss
    Deve ser interessante este livro.
    beijinhos

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  6. Anny,
    Obrigada por ter se lembrado de mim com esta linda foto lilás.
    Andando por aqui, nas ruas de Washington, percebi que muitos andam e estão sempre com um copo de café, suco ou outra bebida nas mãos, assim como comida - comem e andam. Comentei isso com meu marido e ele observou que por aqui muitos não teem a tal paciência de sentar e tomar um gostoso café da manhã por exemplo, estão sempre com pressa. Notei que o povo americano é apressado.
    Pois eu, acho que com o passar dos anos aprendi a exercer bem minha paciência, adoro sentar e contemplar e às vezes tenho um saco de 'filó' para aguentar uma amiga que repete várias vezes certas coisas. rsss
    Deve ser interessante este livro.
    beijinhos

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  7. Anny, bom dia!

    Sabe que eu tb nao sou lá de ter muita paciência comigo?

    Vou aprender...

    Boa semana

    beijos

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  8. Beth:
    Pois é, a cor me fez lembrar de você. Então, nada mais coerente do colocar um link para o local da lembrança, não é mesmo?
    Quanto à paciência ela precisa ser aprendida como maneira de ver e viver a vida. O que seria da meditação se não tivermos paciência para fazê-la e o mesmo vale para ler um livro, escrever um texto, um poema. Penso que tudo na vida, precisa de paciência. E às vezes esquecemos disto. Como as pessoas aí, que andam comendo pela rua. Enfim, exercer a paciência é um bom exercício de autoconhecimento também.
    Obrigada pelo comentário.
    Beijos.
    Anny.

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  9. Geórgia:
    Sabe que comecei a prestar atenção que não tinha paciêcia comigo mesma e logo, não tinha com quem estava por perto. Mas podemos aprender a ter, não é mesmo?
    Obrigada pelo comentário.
    Beijos.
    Anny.

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  10. Muitas vezes não apenas somos impacientes, mas também não conseguimos nos perceber. Entramos num maluco dia-a-dia e pronto, quando percebemos já estamos doidinhos e destemperados, e aí, pronto não tem pra mais ninguém.
    E isso nos atrapalha e atrapalha o próximo. Sobre esse livro eu o vi na mão de uma leitora numa viagem que fiz e fiquei assim bestando, bestando, do que poderia falar. Acabei esquecendo e agora lembrado e explicado por você, farei dele outro G.Bachelar, confiando no seu senso. Beijos.

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  11. Djabal:
    Pelo que pude observar, se vc se trata bem, se respeita e tem paciência consigo mesmo, procede desta forma com quem o cerca.

    *Quanto ao livro, ele foi minha idicação durante muito tempo. Hoje, não sei mais. Não consegui reler. Pois é. Aconteceu. Se vc ler, venha me dizer o que achou.
    Obrigada pelo comentário.
    Beijos.
    Anny.

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  12. PACIÊNCIA: palavra forte e sábia... também não tinha paciência comigo mesma, aprendi isso através de alguém com quem me relaciono hoje: meu namorado!
    Vivo um dia de cada vez! E medito sobre esse dia! Esse é o meu exercício de paciência... Tem dado certo!
    Bjs

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