domingo, 4 de janeiro de 2009

Quando estou...


Infeliz o meu dia interno fica assim. Sem imagem possivel. Tudo se torna do tamanho da minha escuridão.Quando estou infeliz, sempre deixo rastros. Pratico um monte de sandices que normalmente sou incapaz de ousar. As palavras e ações começam a serem disparadas da minha boca com uma velocidade incrível. Bato portas com bem força, esmurro a mesa. O alvo? Eu, quem estiver por perto e quem não está também. Então percebo que alguma coisa está errada. Melhor procurar ajuda porque na certa, pessoas vão ser atingidas. Como perceber isto? Meio difícil, mas a queixa de quem está perto de mim, vai ser a deixa. Melhor ficar atenta e prestar bastante atenção nas minhas ações. Uma frase do texto de Clarinha Gomes, chamou minha atenção para isto. “...As relações continuam precisando de atenção, dedicação, tempo e carinho.” E ainda mais, “Somos o próprio amor que procuramos no outro; somos a própria luz que buscamos fora de nós...” Então cheguei à conclusão que o meu sentimento de mal estar, desequilibra tudo que está perto de mim e como um tsunami, começa a arrastar e levar tudo que está por perto. Para que deixar chegar a este ponto? Não é preciso. Estar no mundo é uma responsabilidade. É também um desafio todos os dias e horas. Melhor jamais me esquecer disto, ou vou fazer da minha vida um inferno. Vou ficar falando mal de todos e tudo. O perdão desaparece de minhas intenções. Vou virar um ser solitário. Vou esquecer que posso seduzir com minhas palavras e ações. É isto que desejo? Logo neste início de ano, que tenho a chance de recomeçar. De me redesenhar de novo? Ah, sei que isto não é fácil, não é. Encarar o meu medo, me dar uma chance de não continuar esta dança macabra. Começar um novo assunto. Fazer outro texto. Um novo parágrafo. Estes são os meus desejos e oração de hoje. Amém!...

6 comentários:

  1. Acho que é normal sentir raiva, medo, assim como se sente amor, segurança. Faz parte da vida. O importante é não magoar quem amamos, mas, na hora da raiva, geralmente ficamos cegos. Que este ano seja mais ameno para todos nós, né?
    beijo, menina

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  2. Oi Denise:
    Obrigada pelo comentário. Pois é. Ter raiva é normal, todos temos. O que não está certo é pegar sua raiva e sair espalhando por aí. Falando mai e fazendo injustiça, como a mioria faz. Se não estou bem, vou me cuidar. Vou fazer uma terapia, enfim procurar ajuda. Não é mesmo?
    Pois é, um ano ameno para todos.
    Beijos.

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  3. Acabo de ler um pensamento da Virgina Woolf. Ela menciona que a cidade de Londres teve suas ruas inteiramente mapeadas e catalogadas.
    Coisa que não existe em relação às paixões humanas.
    A sua é uma delas. Não é possível evitá-la, talvez possa compreendê-la e tirar algum proveito dela.
    Sei ou imagino saber, que ao descrevê-la, um pouco dela ficou ali naquelas letrinhas. Não?
    Cuide-se. Beijos.

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  4. Djabal:
    Tem um assunto que fascina: os comentários. Então sei que cada um de nós deixa um rastro por onde passamos. Comentários é um deles. Tenho a sorte de ter você como comentarista, então tenho prazer em ler o que escreve. Uma de suas qualidades é que às vezes pode ler nas entrelinhas. Isto não é fantástico?
    Obrigada pelo comentário. Adorei e creio que pode ter razão. Por que não?
    Beijos.

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  5. Lindas palavras,Anny! Somos tão humanos, tão cheios de sentimentos escondidos que às vezes assusta descobrir, vivenciar algum.
    Bjim!

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